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13 de março de 2013

Nova votação termina com fumaça preta

Fumaça preta indica que os cardeais ainda não
chegaram a um consenso sobre o novo Papa
Os cardeais reunidos na Capela Sistina, no Vaticano, não conseguiram eleger o novo Papa nas duas eleições da manhã desta quarta-feira (13), segundo dia do conclave, na Capela Sistina. Outras duas votações estão marcadas para o período da tarde, após o almoço dos 115 cardeais eleitores na Casa de Santa Marta.

A fumaça preta se ergueu da chaminé da Capela Sistina, onde ocorre a reunião secreta dos cardeais, por volta das 11h40 locais (7h40 de Brasília), indicando que nenhum participante obteve a maioria de dois terços dos votos necessária para eleger o novo pontífice.

 Mais duas votações devem ocorrer à tarde, após o almoço, e a expectativa é que nova "fumaça" se erga por volta das 19h locais (15h de Brasília).

Na única votação da véspera, também não houve nenhum cardeal com mais de 77 dos 115 votos possíveis.

Segundo os vaticanistas, a primeira votação serve para "colocar os nomes na mesa" e definir quais os cardeais que estão realmente na disputa.

Há oito anos, o agora Papa Emérito Bento XVI foi eleito no segundo dia do conclave, após a primeira votação da tarde.

Fonte: Portal G1

4 de março de 2013

Os militares do Papa: Críticos vazios repetem lugares-comuns na mídia, sem entender as razões do pontífice

A renúncia de Bento XVI reacendeu a artilharia contra a Igreja.

Há muitas versões sobre a famosa pergunta de Stalin: “Quantas divisões militares tem o Papa?”. A realidade é que Stalin falou a Pierre Laval, ministro francês de Assuntos Exteriores, pouco depois da Alemanha restabelecer suas forças aéreas e implementar o serviço obrigatório, em maio de 1935. Desde então, até hoje, a pergunta tem sido motivo de piada contra o Papa, que é defendido por alguns soldados com vestes folclóricas, desenhadas por Michelangelo.

O empenho de muitos críticos consiste em mostrar a Igreja católica como uma organização política um tanto ridícula, decadente, governada por um presidente mundial (o Papa), apoiado em vice-presidentes de diversas nacionalidades (os cardeais) e em governadores locais (os bispos). Os sacerdotes seriam os burocratas de nível inferior. E as monjas, suas secretárias...

Por mais contraditório que seja, esses mesmos críticos dotam a Igreja Católica de um poderio imenso. Político, obviamente. Baseado em enganar e em ameaçar ao inferno 1,2 bilhão de seres humanos, crentes em fantasias como a ressurreição de Jesus ou sua permanência através da eucaristia. Tudo para ganhar dinheiro, manter os negócios vaticanos em segredo, tirar heranças de viúvas ricas e abusar de menores de idade.

A renúncia de Bento XVI reacendeu a artilharia contra a Igreja. Todos os críticos sabem perfeitamente os motivos de Bento XVI a se retirar a uma vida de oração. Motivos que se resumem em dois: a) os lobos o assustaram, b) porque a barca de Pedro já afundou e o capitão está saindo antes de se afogar... Por trás de todas essas elucubrações, persiste a ideia de que a Igreja católica é um grupo de políticos de batina, aliados às mais obscuras forças antiprogressistas.

Não necessariamente toda opinião tem valor. Seria valiosa se fosse bem fundamentada. Ajudaria a entender a profundidade de um gesto como a renúncia. Algo próprio dos críticos vazios é repetir o que se tem dito. Repetir uma mentira um milhão de vezes jamais gerou uma verdade. Por exemplo, a mentira de que a essência da Igreja é política e que o Papa desistiu por já não ter em suas mãos o comando. A um ato de suprema liberdade – inusitado em nosso entorno social e político – é lançado na lama da suspeita. 

O Papa não apresentou a renúncia a um Congresso. Ninguém teve de aceitá-la. É a Jesus que ele devolve o cetro. Ao dono e senhor da Igreja. Ele saberá quem nomear como seu vigário na Terra. Essa é a compreensão de uma instituição cuja origem é sobrenatural. 

Stalin não entendeu que as “divisões militares do Papa” não estão compostas por canhões, mas de homens e mulheres que amam a paz e têm pro mandamento supremo as obras do amor. Os críticos vazios não entendem hoje que o Papa não se vai: ele permanece, como Santa Teresinha, no coração da Igreja.

Fonte: Aleteia

3 de março de 2013

Primeiro domingo sem Angelus, após renúncia de Bento XVI


Este é o primeiro domingo sem a oração mariana do Angelus, após a renúncia ao ministério petrino de Bento XVI e início da Sé Vacante.

Desde o início de seu pontificado, milhões de pessoas, todos os domingos, esperaram por Bento XVI para ouvi-lo e rezar com ele a oração do Angelus, ao meio-dia, na Praça São Pedro. 

Em quase oito anos de pontificado, por 455 vezes, de maio de 2005 a fevereiro de 2013, aquele momento tornou-se uma ocasião privilegiada para o Papa emérito falar aos fiéis como um mestre de fé sólida e compreensível. Um guia que imediatamente deixou claro o fundamento de seu magistério: "A palavra que resume toda a revelação é esta: Deus é amor e o amor é sempre um mistério, uma realidade que ultrapassa a razão, sem contradizê-la, mas exalta o seu potencial", disse o pontífice.

Estas palavras foram proferidas por Bento XVI em 22 de maio de 2005 em seu primeiro Angelus da janela da residência apostólica vaticana. Naquele dia, começou a se delinear a função e o valor que Bento XVI atribuiu ao Angelus: fazer uma pequena homilia sobre a liturgia do dia, a lectio divina em forma breve com a qual todos os domingos, na igreja a céu aberto da Praça São Pedro, o Papa teólogo tornou-se pároco para aqueles que pararam para ouvi-lo no meio da multidão ou diante da televisão, pelo rádio, ou pela internet. 


O pontífice incentivou os cristãos a redescobrirem a beleza do domingo: "Toda paróquia é chamada a redescobrir a beleza do domingo, Dia do Senhor, em que os discípulos de Cristo renovam na Eucaristia, a comunhão com Aquele que dá sentido às alegrias e dificuldades de cada dia. Nós não podemos viver sem o domingo: assim professaram os primeiros cristãos, mesmo com o custo da própria vida, e assim somos chamados a repetir hoje."

Em seu último Angelus, de 24 de fevereiro, Bento XVI disse: "Obrigado pela vossa presença e todas as manifestações de afeto e solidariedade e, sobretudo, pelas orações neste momento particular para mim e para a Igreja. Desejo a todos um bom domingo e uma boa semana. Obrigado! Estamos sempre unidos na oração."

2 de março de 2013

Crianças mexicanas enviam cartas de agradecimento a Bento XVI


Mil e oitocentas crianças enviaram ao Vaticano uma carta dirigida a Bento XVI para dizer “obrigado” e pedir que tenha presente em suas orações todos os menores do mundo.

As cartas foram escritas pelos participantes do Congresso Regional da Infância e Adolescência Missionária (CORIAM), celebrado em Hermosillo (México), por iniciativa das Pontifícias Obras Missionárias do México, cujo objetivo é impulsionar nos católicos desde a infância, o sentido missionário verdadeiramente universal.

O congresso aconteceu entre os dias 15 e 17 de fevereiro com crianças e adolescentes de diferentes estados mexicanos.

O responsável pela inciiativa, o secretário da Santa Infância do México, Padre Aldo Israel Estrella García, assinalou à Agência Fides que ficaram sem espaço para transportar as cartas, mas finalmente puderam enviar todas a Bento XVI.

Os crianças também realizaram uma marcha missionária e durante o caminho, elevaram cânticos e orações para pedir pelos missionários de todo o mundo, e pelo fim da violência no México.

Os responsáveis explicaram que durante a marcha, houve um momento de “forte emoção e silêncio total”, ao encontrar as cruzes que recordam um incêndio em uma creche que no ano 2009 causou a morte de 49 crianças.

Fonte: ACI Digital

Pe. Lombardi: Adoração eucarística permanente na Basílica de São Pedro, em vista do Conclave


Uma Igreja viva reunida em oração. Esta foi a imagem dada aos jornalistas pelo Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, durante a coletiva deste sábado, 2 de março.

O jesuíta ressaltou que na Basílica de São Pedro está sendo realizada, na Capela do Santíssimo, a adoração eucarística permanente e uma oração especial para a Igreja, tendo em vista o Conclave. Três religiosas contemplativas mexicanas se alternam diante de Jesus Eucaristia. Antes da missa da noite, na basílica vaticana, é recitada uma oração especial para o Colégio Cardinalício e a preparação da eleição do Santo Padre.

O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé afirmou que ainda não se sabe quantos serão os cardeais eleitores presentes, e que será necessário esperar até segunda-feira próxima, quando começarão os trabalhos da Congregação geral, na sala nova do Sínodo.

"Em Roma, residem de forma permanente 75 cardeais. Sessenta e seis cardeais, que não moram em Roma, já indicaram exatamente a data de sua chegada e sua residência a fim de que Colégio Cardinalício possa entrar em contato com eles. Outros estão chegando. Os oficiais do Colégio pensam que antes de segunda-feira, na primeira reunião, não terão ainda um número preciso dos presentes. Chegaram também algumas informações dos cardeais que não participarão: não só os dois eleitores que já falamos, mas também vários não eleitores comunicaram que por motivos de saúde não poderão vir", frisou Pe. Lombardi.

O jesuíta explicou que os trabalhos preparatórios na Capela Sistina, sede do Conclave, ainda não começaram. Pe. Lombardi leu algumas passagens do "Tríptico Romano", composição poética do Papa João Paulo II que no epílogo fala da experiência vivida no Conclave, na sala pintada por Michelangelo:

"A policromia sistina propagará a Palavra do Senhor: 'Tu és Pedro. Eu te darei as chaves do Reino dos céus'. A estirpe à qual foi confiada a proteção do legado das chaves se reúne aqui deixando se circundar pela policromia sistina. Foi assim em agosto e outubro do memorável ano dos dois Conclaves e assim será novamente quando a necessidade se apresentar depois de minha morte", disse Pe. Lombardi recordando que a apresentação do "Tríptico Romano" foi escrita pelo então Cardeal Joseph Ratzinger.

"A Contemplação do Juízo é talvez a parte do Tríptico que comove mais o leitor: dos olhos interiores do Papa emerge novamente a recordação dos Conclaves de agosto e outubro de 78. Como eu também estava, diz o Cardeal Ratzinger, sei muito bem como fomos expostos a essas imagens nos momentos de grande decisão, como elas nos interpelavam, como insinuavam em nossa alma a grandeza da responsabilidade", frisou Pe. Lombardi citando Ratzinger.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé destacou também que o anel do pescador de Bento XVI ainda não foi cancelado, mas que a Secretaria de Estado entregou para a Câmara Apostólica os sigilos com os quais se marcavam as cartas em nome de Sua Santidade. Os selos foram riscados a fim de não serem mais utilizáveis. Em seguida, uma nota sobre a mudança na celebração eucarística: "No Cânone da Missa, na oração eucarística, normalmente se reza pelo Santo Padre. Neste período, de Sé Vacante, não se faz esta citação e em Roma não se faz nenhuma menção ao bispo, pois o Papa é o Bispo de Roma", concluiu Pe. Lombardi. 

28 de fevereiro de 2013

Clima de oração toma conta da praça de São Pedro no Vaticano


Oração, lágrimas e aplausos unidos ao som dos sinos da grande basílica vaticana anunciaram, às 20 horas (de Roma), que a Cátedra de Pedro está vazia. Este era o clima sentido por todos que se fizeram presente na Praça de São Pedro nesta quinta-feira, 28, horário em que a Sé Apostólica ficou oficialmente vacante.

Grupos de peregrinos, provenientes de vários partes do mundo, logo se uniram em oração. Um clima de profunda espiritualidade tomou conta do ambiente, cenas que talvez não consigamos traduzir em palavras.

Um grupo de sacerdotes e seminaristas cantavam de joelhos o Regina Caeli no centro da Praça de São Pedro. Num outro ponto, jovens com velas nas mãos se reuniam em grupos de oração numa vigilia pela Igreja. Sim, é verdade que também um clima de orfandade podia ser sentido entres os peregrinos. Pessoas que não sabiam para onde olhar, o que falar ou como se comportar. As palavras eram, muitas vezes, trocadas por um abraço, um Pai-Nosso ou uma Ave-Maria dirigidas, a Bento XVI - agora bispo emérito de Roma -, e ora para o futuro da Igreja

Sé Vacante

Às 20 horas, no exato momento em que tocaram os sinos da vasilica de São Pedro, também no Palácio Apostólico em Castel Gandolfo, milhares de pessoas acompanharam o momento em que a Guarda Suiça deixou o serviço de segurança de Bento XVI, fechando o grande portão de madeira diante de numerosas pessoas que gritavam: viva o Papa. O corpo militar, que na tradição da Igreja faz a guarda do Sumo Pontífice, volta para o Vaticano e já não se ocupa da segurança de Joseph Ratzinger.

O Palácio Apostólico do Vaticano foi lacrado e as janelas, da qual Bento XVI saudou os peregrinos por quase oito anos, agora estão fechadas e com as luzes apagadas até a posse do futuro sucessor de Pedro.

Fonte: Canção Nova Notícias / Foto: Gregorio Borgia

Bento XVI saberá quem é o novo Papa pelo anúncio oficial

Respondendo a perguntas de jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé reiterou que Bento XVI saberá da eleição do novo Papa somente no anúncio público do Cardeal Protodiácono (no Habemus Papam, ndr) a ser feito, como de costume, no Balcão central da Basílica de São Pedro.


No final da manhã desta quinta-feira o religioso jesuíta, Pe. Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé,  concedeu uma coletiva para repercorrer a audiência dos cardeais com o Papa e para explicar alguns procedimentos dos próximos dias e para esta quinta-feira, final do Pontificado.

De fato, Pe. Lombardi havia antecipado que Bento XVI lançaria seu último tweet no momento de deixar o Vaticano. O twett foi lançado às 17h15 locais, com a seguinte mensagem: "Obrigado pelo vosso amor e o vosso apoio! Possais viver sempre na alegria que se experimenta quando se põe Cristo no centro da vida".

"Depois, como o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais havia esclarecido, a conta Pontifex ficará suspensa durante o período de sé vacante, podendo ser retomada pelo novo Papa, se ele o quiser, se o considerar oportuno.

Haverá outros momentos salientes que serão transmitidos pelo Centro Televiso Vaticano (CTV).

O CTV transmitiu ao vivo as imagens do fechamento da porta da residência pontifícia de Castel Gandolfo, às 20h locais, horário do encerramento do Pontificado de Bento XVI. No meso horário, no Vaticano, foram colocados alguns simples lacres no apartamento pontifício e no elevador que conduz ao mesmo.

Pe. Lombardi ressaltou no início da coletiva que foram 144 os cardeais presentes na Sala Clementina, no Vaticano, no encontro da manhã desta quinta-feira com o Papa, e evidenciou algumas passagens do discurso que Bento XVI dirigiu aos purpurados. De fato, destacou o ato de obediência que o Papa já fez a seu sucessor.

"É muito bonito e também muito original, disse Pe. Lombardi. Justamente nos impressionou e nos revela a atitude com a qual o Papa vive e viverá essa eleição."

E sobre o anel do pescador, Pe. Lombardi afirmou que o mesmo será inutilizado:

"Daquilo que eu sei, no passado, quer o carimbo, quer o selo de chumbo, quer o anel não precisavam ser destruídos de modo a não sobrar nem mesmo um só pedaço. Basta que sejam danificados de modo tal que não sejam mais funcionais para aquilo a que servem."

Todos os dias se terá, neste períodode vacância da Santa Sé, às 13h locais, uma coletiva com os jornalistas, foi o que afirmou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi.

Fonte: CNBB

Inicia-se o período de Sé Vacante

O Brasão da Santa Sé durante o período
de Sede Vacante, com as chaves
de ouro e prata do céu, símbolo do papado,
cobertos pelo ombrellino.
A partir de agora (20:00h em Roma e 16:00h no Brasil) inicia-se o período de Sé Vacante - tempo que transcorre entre o momento em que um papa morre ou renuncia até a escolha do seu sucessor. 

Durante a Sé Vacante, o Vaticano será administrado pelo cardeal camerlengo, o italiano Tarcisio Bertone. Ele será uma espécie de "Papa interino", encarregado de gerenciar a Igreja até que o novo pontífice seja eleito. Seus poderes, no entanto, são reduzidos.

Agora Bento XVI será chamado de Papa Emérito ou Pontífice Romano Emérito, segundo informou o Vaticano na terça-feira (26).

Agora pouco a Guarda suíça se retirou, fechou as portas do palácio em Castel Gandolfo e Bento XVI deixou de ser Papa. A partir de agora, guardas comuns assumem segurança da residência de verão dos papas, onde Bento XVI ficará hospedado nos próximos dois meses.

Presidente Dilma Rousseff destaca bom relacionamento entre Brasil e Santa Sé

Dilma reconheceu os gestos de apreço da Igreja com o Brasil nos últimos anos, como a visita do papa em maio de 2007 por ocasião da 5a conferência Geral do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), em Aparecida do Norte, a canonização do primeiro santo brasileiro, dom Antonio Galvão de França.

Para a presidente, os eventos anteriores e a escolha do Rio de Janeiro como sede da Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá de 23 a 28 de julho deste ano, marcam o "relacionamento entre a Santa Sé e o Brasil".

Essa foi a primeira manifestação oficial da presidente sobre a renúncia do papa desde o anúncio feito por Bento 16, no dia 11 de fevereiro, de que deixaria o papado, alegando condições frágeis de saúde. 

Em outras ocasiões através ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, o governo já havia negado qualquer mal-estar nas relações com o Vaticano. (Jefferson Souza)

Fonte: Portal Ecclesia.

Não sou mais pontífice, mas um peregrino, diz Bento XVI na despedida

Eu só serei o Sumo Pontífice da Igreja Católica até as 20h (16h de Brasília)", disse.
O Papa Bento XVI disse nesta quinta-feira (28), em Castel Gandolfo, que não é mais pontífice, "mas um simples peregrino encerrando seu caminho nesta terra", poucos minutos após deixar o Vaticano, praticamente encerrando seus oito anos de pontificado.

"Como vocês sabem, hoje é um dia diferente dos anteriores. Eu só serei o Sumo Pontífice da Igreja Católica até as 20h (16h de Brasília)", disse. "Depois disso, serei simplesmente um peregrino que está começando a fase final de seu caminho nesta terra."

O Papa fez a declaração da sacada da residência papal de verão, em que vai viver as próximas semanas enquanto o conclave escolhe seu sucessor.

Bento XVI deixou o Vaticano, de helicóptero, às 17h07 locais (13h07 de Brasília).

Antes de embarcar, o pontífice recebeu um adeus no Pátio de São Damásio de um grupo da Guarda Suíça e de seus colaboradores da Secretária de Estado. Ele estava de carro, acompanhado de seu secretário, Georg Gänswein.

Os sinos do Vaticano e de todas as basílicas de Roma soaram durante a decolagem do helicóptero, sob aplausos de cardeais, outros religiosos e fiéis.

Bento XVI chegou a Castel Gandolfo, que fica a 30 quilômetros da Santa Sé, poucos minutos depois.

Fonte: Portal G1

Na última mensagem no Twitter, Bento XVI agradece por 'amor' de fiéis

Reprodução da conta @pontifex, do Papa Bento XVI no Twitter, nesta quinta-feira (28)
"Obrigado pelo vosso amor e o vosso apoio! Possais viver sempre na alegria que se experimenta quando se põe Cristo no centro da vida.", escreveu Bento XVI, em português, na conta @pontifex_pt.

A mensagem foi publicada por volta das 17h locais, 13h de Brasília, minutos antes de o pontífice deixar o Vaticano de helicóptero, cerca de três horas antes de sua renúncia se tornar efetiva.

Fonte: Portal G1

Despedida: Bento XVI se reúne com cardeais antes de deixar pontificado

O Papa Bento XVI reuniu-se na manhã desta quinta-feira, 28, com o Colégio Cardinalício em audiência privada, último compromisso de seu Pontificado. Na ocasião, o Santo Padre despediu-se dos cardeais.

No encontro, o decano do colégio cardinalício, Cardeal Angelo Sodano, dirigiu algumas palavras de homenagem ao Santo Padre. O Cardeal manifestou o profundo afeto dos cardeais pelo Papa e a gratidão pelo seu testemunho de serviço apostólico, para o bem da Igreja de Cristo e de toda a humanidade.

O decano recordou o agradecimento expresso pelo Santo Padre no último sábado, no encerramento dos exercícios espirituais. Na ocasião, Bento XVI agradeceu à Cúria Romana não só pela semana de reflexões, mas também pelos quase oito anos nos quais compartilhou com ele o peso do ministério petrino.

“Amado e venerado Sucessor de Pedro, somos nós que devemos agradecer-lhe pelo exemplo que nos destes nestes quase oito anos de Pontificado. (…) Saiba que ardia também o nosso coração quando caminhávamos contigo nestes últimos oito anos. Hoje queremos uma vez mais exprimir-lhe toda a nossa gratidão”.

Diante das palavras, o Santo Padre também agradeceu. Ele afirmou, como já havia dito aos fiéis na última audiência geral, realizada ontem, que os conselhos recebidos dos cardeais ao longo de seu pontificado foram grandes riquezas para seu ministério. “Mesmo quando havia nuvens no céu, servimos Cristo e sua Igreja com amor total… demos esperança… só Deus pode iluminar nosso caminho… agradeço ao Senhor que nos uniu”.

Bento XVI manifestou seu desejo de que se possa crescer essa unidade profunda, de que o Colégio Cardinalício possa crescer em harmonia. Ele destacou o caráter vivo da Igreja, que vive iluminada pelo Espírito Santo, força de Deus.

“Através da Igreja, o Mistério da Encarnação permanece presente para sempre. Cristo continua a caminhar nos tempos e em todos os lugaresPermaneçamos unidos, na oração e Eucaristia cotidiana… Animamos assim a Igreja e toda humanidade… Antes de saudar-vos pessoalmente, quero dizer que estarei próximo a vocês na oração, especialmente nos próximos dias. Que o Senhor lhes mostre o que quer de nós”.

Logo mais, às 17h (horário em Roma, 13h no horário de Brasília), Bento XVI deixa o Vaticano e segue para Castel Gandolfo. Ele deixa oficialmente o ministério petrino às 20h (16h no horário de Brasília). A partir deste momento, inicia-se o período de Sé Vacante, até a eleição do novo Papa.

Bento XVI tem último dia como Papa

Bento XVI deixará de ser Papa nesta quinta-feira (28) às 20h (16h, pelo horário de Brasília), segundo a programação oficial do Vaticano.

A partir de então, quando passará a ser Papa Emérito, ele deve passar cerca de 2 meses no Castel Gandolfo, a residência de verão dos papas, permanecendo distante da movimentação em torno da reunião de cardeais que escolherá seu sucessor, o conclave.


Na manhã de quinta, no Palácio Papal, o decano do Colégio de Cardeais, Angelo Sodano, fará um pequeno discurso de despedida, e então cada cardeal poderá separadamente se despedir de Bento XVI. A expectativa é de que cerca de 100 cardeais participem deste encontro.

Depois, no Pátio de Saint-Damase, no coração do Vaticano, a Guarda Suíça carregará suas bandeiras em saudação ao pontífice.

Por volta das 13h (horário de Brasília),  Bento XVI irá para o heliporto para viajar a Castel Gandolfo,  que fica 25 km ao sul de Roma. Lá, ele saudará  os fiéis a partir da varanda. Esta será sua última aparição como chefe da Igreja.

Nada de especial está previsto quando o relógio badalar oito horas da noite (hora local), momento em que oficialmente termina o pontificado. Ele provavelmente estará em oração na capela neste momento.

Neste horário, o pequeno destacamento da Guarda Suíça, em frente à residência, fechará a porta e colocará assim um fim ao seu serviço, reservado exclusivamente ao Papa. Mas a polícia vai continuar a garantir a segurança de Sua Santidade, o Papa Emérito.

Após os dois meses na residência de verão, o Papa Emérito vai se estabelecer em um mosteiro no Monte do Vaticano.

Fonte: Portal G1

Castel Gandolfo, a residência de verão dos papas

O Vaticano mostrou à mídia, de forma excepcional, o palácio de Castel Gandolfo e o dormitório no qual se alojará Bento 16 provisoriamente quando deixar de ser papa, um quarto no qual nasceram 50 crianças durante a Segunda Guerra, filhos de italianos que ali se refugiaram. 

A cidade de Castel Gandolfo, banhada pelo lago Albano, se encontra a 30 quilômetros ao sul de Roma e em 1626 o papa Urbano 8º ordenou a construção da residência de campo para passar o verão. Desde então, detalhou Saverio Petrillo, diretor da Vila Pontifícia de Castel Gandolfo, a Igreja Católica teve 31 papas, dos quais apenas 15 pisaram no palácio e se hospedaram nele. 

Gruta no interior da residência de verão do papa em Castelgandolfo.
Um deles foi Bento 16, que ao longo de seus quase oito anos de pontificado passou longas temporadas ali, onde escreveu parte da trilogia "Jesus de Nazaré". "Aqui tenho tudo, o lago, a montanha e vejo o mar", afirmou, após tomar posse do palácio --uma frase que o prefeito da cidade gravou em uma placa e colocou em uma praça. Bento 16 abandonará o Vaticano às 17h do dia 28 de fevereiro (13h em Brasília) de helicóptero e 15 minutos depois estará em Castel Gandolfo, onde permanecerá por dois meses, até que sejam concluídas as obras de restauração do mosteiro de "Mater Ecclesia", no recinto do Vaticano, onde ficará definitivamente. 

Assim que chegar a Castel Gandolfo, está previsto que Bento 16 cumprimente aos moradores da varanda da fachada principal, naquela que será a sua última aparição pública como papa. Depois se instalará nos dois andares que compõem o apartamento papal, que inclui o dormitório do pontífice, os quartos dos secretários e das quatro laicas consagradas que cuidam dele e que vão acompanhá-lo nesta nova etapa, além de uma capela privativa. Petrillo contou que entre janeiro e junho de 1944, durante a Segunda Guerra, cerca de 10 mil pessoas se refugiaram no palácio. Durante aqueles meses nasceram no palácio 50 crianças, que vieram ao mundo no atual dormitório papal, transformado em berçário. Em agradecimento, os pais batizaram essas crianças com os nomes de Eugenio e Pio, em homenagem ao então pontífice Pio 12, Eugenio Pacelli. 

O Papa Bento XVI abençoa os fiéis da janela da residência de verão de Castel
Gandolfo, próximo a Roma, em 6 de julho de 2008
Palácio

O Palácio de Castel Gandolfo e os jardins ocupam 55 hectares, um território maior que o próprio Vaticano. Nas três vilas que compõem o complexo (o palácio papal, a vila Barberini e outra destinada à administração) trabalham 55 pessoas, muitas das quais vivem no recinto com suas famílias. Os jardins têm 2 km de comprimento e foram projetados por Bernini. Entre as centenas de árvores se encontra um pequeno lago com uma imagem de Nossa Senhora, um lugar onde os papas costumam descansar durante seus passeios. 

O complexo pontifício também conta com uma criação de gado com vacas, das quais se obtêm cerca de 600 litros de leite todos os dias e que o Vaticano vende em seu supermercado e em algumas leiterias locais. Também há uma granja e os ovos das galinhas, assim como o leite, são muito apreciados. Pierpaolo Turoli, responsável pela administração da Vila Pontifícia, ressaltou que o "segredo" está nos campos e que os animais estão ao ar livre, pastando. 

Jardim do Castel Gandolfo
Turoli, que trabalha na vila há mais de 40 anos, contou que um dos momentos mais cativantes durante a estadia papal é quando se realiza uma espécie de rifa com os presentes dados pelos pontífices e com os quais não se sabe o que fazer, como bicicletas, entre outros. Da "rifa" participam os filhos e parentes dos empregados e, segundo Turoli, é digno de ver como os papas se divertem durante esse "sorteio". O complexo de Castel Gandolfo contém também o antigo Observatório do Vaticano. Saverio Petrillo destacou a beleza do lugar e a tranquilidade que se respira nele. 

Contou que o papa Inocêncio 12 (1691-1700) chegou ao palácio na tarde de um dia chuvoso e com um denso nevoeiro e "achou o lugar tão feio que foi embora e nunca mais voltou". Petrillo reconheceu que o palácio não conta com grandes obras de arte como o Vaticano. As que mais se destacam são várias peças de tapeçaria e um conjunto de cadeiras chinesas pintadas à mão, mas acrescentou que a beleza natural da região, com o lago Albano de origem vulcânica, supre a falta de obras importantes.

Fonte: BOL Notícias

Bento XVI oferece sua 'incondicional obediência' ao futuro Papa

Bento XVI ofereceu ao futuro Papa sua "incondicional obediência" ao se despedir nesta quinta-feira no Vaticano dos cardeais em seu último dia como pontífice. 

"A partir de hoje prometo ao futuro Papa minha incondicional reverência e obediência", disse Bento XVI, primeiro Papa a renunciar ao seu pontificado em sete séculos. "Que o Colégio dos Cardeais seja como uma orquestra", afirmou o Papa após ressaltar que a diversidade deve conduzir à harmonia, em referência à eleição de seu sucessor. 

Às cinco da tarde os sinos de Roma anunciarão, todos ao mesmo tempo, que Bento XVI está abandonando o Vaticano. Às 19h00 GMT (16h00 de Brasília) sua renúncia se tornará efetiva.

Fonte: BOL Notícias

27 de fevereiro de 2013

"Sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é de Cristo"

“Sinto de levar todos na oração, num presente que é aquele de Deus, onde coloco cada encontro, viagem,
cada visita pastoral”, disse também o Papa.

Bandeiras de diversos países e movimentos eclesiásticos coloriram a praça de São Pedro na manhã de hoje para a última Audiência Geral do Papa Bento XVI. Uma média de 150 mil peregrinos vieram dar o último abraço ao Santo Padre, antes da Sé Vacante, que começa amanhã (28), às 20h.

Na primeira fila um nutrido grupo de cardeais, bispos e várias autoridades civis e eclesiásticas. Entre os cardeais estava o arcebispo de Viena Christoph Schoenborn, o de Boston Sean O’Malley, o cardeal brasileiro João Braz de Aviz, o filipino Luis Antonio Tagle, o arcebispo de Mônaco Reinhard Marx, Donal Wuerl (Washington), Roger Mahony (Los Angeles), o ganense Peter Turkson, o australiano Georg Pell, o mexicano Norberto Rivera Carrera, John Tong (Hong Kong), Bernard Law, o cardeal Giovanni Battista Re, o secretário de Estado Tarcisio Bertone.

“Também eu sinto no meu coração o dever de principalmente agradecer a Deus” disse Bento XVI. “Sinto de levar todos na oração, num presente que é aquele de Deus, onde coloco cada encontro, viagem, cada visita pastoral”.

Lembrando o 19 de abril de 2005, momento da sua eleição, elevou aos céus essa oração “Senhor, por que me pede isso e o que me pede? É um peso grande que me coloca nas costas, mas se o senhor me pede, nas suas palavras lançarei as redes, com a certeza de que me guiará, ainda com todas as minhas debilidades”.

A barca da igreja, nesses oito anos, passou por “momentos de alegria e luz, mas também momentos não fáceis”, porém, continuou Bento XVI “sempre soube que naquela barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é sua”, e disse “O Senhor não a deixa afundar; é Ele que a conduz, sem dúvida também por meio dos homens que escolheu, porque assim o quis”.

Convidou todos a “renovar a firme confiança no Senhor, a confiar-nos como crianças nos braços de Deus, certos de que aqueles braços nos sustentam sempre e é o que nos permite caminhar a cada dia, também no cansaço”. Que cada um de nós “sinta a alegria de ser cristão”.

“Um Papa não está só na direção da barca de Pedro, ainda que seja a sua primeira responsabilidade”, afirmou enquanto agradecia os seus colaboradores mais próximos. “Eu nunca me senti só ao levar a alegria e o peso do ministério petrino”.

O Papa agradeceu também “Principalmente vós, caros Irmãos Cardeais: a vossa sabedoria, os vossos conselhos, a vossa amizade foram preciosos para mim; os meus Colaboradores, começando pelo meu Secretário de Estado que me acompanhou com fidelidade nestes anos; a Secretaria de Estado e toda a Curia Romana”.

“O coração de um Papa se estende a todo o mundo”, disse Bento XVI tendo refletido nesse momento sobre a natureza da Igreja, que não “é uma organização, uma associação com fins religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que nos une a todos”.

Referindo-se à sua renúncia assegurou que tomou “a decisão mais justa não para o meu bem, mas para o bem da Igreja” porque “Amar a Igreja significa também ter a coragem de fazer escolhas difíceis, sofridas, tendo sempre diante o bem da Igreja e não a si mesmos”.

“Quem assume o ministério petrino não tem mais privacidade”, afirmou também o Papa, pois a partir do momento que se aceita o ministério Petrino o Papa “não se pertence mais, pertence a todos e todos pertencem a ele”.

Para um Papa, portanto, não existe a possibilidade de retornar mais à privacidade. Portanto, “Não retorno à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, recepções, conferências, etc”, disse o Papa, porque “Não abandono a cruz, mas permaneço de modo novo junto ao Senhor Crucificado”.

Bento XVI esclareceu que continuará “a acompanhar o caminho da Igreja com a oração e a reflexão, com aquela dedicação ao Senhor e à sua Esposa que sempre procurei viver até agora a cada dia e que gostaria de viver sempre”.

“Deus guia a sua Igreja, a sustenta sempre também e principalmente nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão de fé, que é a única verdadeira visão do caminho da Igreja e do mundo”, conclui o Santo Padre.

Fonte: Portal Ecclesia

Em seu último sermão, papa Bento 16 diz ter consciência da gravidade e inovação de sua renúncia

Bento XVI saúda a multidão presente na Praça de São Pedro
Em seu último sermão como papa, Bento 16 reiterou nesta quarta-feira (27) que está fraco e que renunciou pelo bem da Igreja. Sob aplausos da multidão na praça São Pedro, o papa voltou a justificar a sua decisão, afirmando que, nos últimos anos, sentiu as suas forças diminuírem. 

Ele disse ainda que tem "plena consciência da gravidade e inovação" da sua atitude, mas que era preciso "ter a coragem de fazer escolhas sofridas". No discurso de despedida, o pontífice agradeceu aos seus colaboradores mais próximos, entre eles o seu secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone, e ressaltou que nunca se sentiu só na condução da Igreja. "Nunca me senti sozinho ao levar a alegria e o peso do ministério petrino." Bento 16 citou ainda as manifestações de carinho que recebeu de inúmeros fiéis ao redor do mundo desde que anunciou a sua renúncia: "O papa nunca está sozinho". 

Mais de cem mil pessoas participaram do encontro
 Joseph Ratzinger chegou a dizer que o pontificado é um peso muito grande, mas que não abandonará a cruz e permanecerá "de uma maneira nova perto do Senhor crucificado". Ao longo dos cerca de oito anos do seu papado, ele afirmou ter vivido momentos de alegria e momentos difíceis. Logo no início da cerimônia de hoje, ele agradeceu a presença em massa de fiéis na praça em frente à Basílica de São Pedro e acrescentou que "vê a Igreja viva". O pontífice deixa oficialmente o comando da Igreja Católica amanhã. "Neste momento, abraço toda a Igreja espalhada pelo mundo." 

A expectativa era que mais de 50 mil fiéis fossem até a praça, segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, mas estimativas iniciais apontam para a presença de 100 mil pessoas no local. O tradicional "beija mão", em que o papa é cumprimentado, foi suspenso devido à quantidade de presentes. Antes e depois da audiência, porém, o papa percorreu a praça no seu papamóvel para fazer um cumprimento geral. No meio do caminho, fez paradas para beijar algumas crianças. Após a audiência pública, o papa deverá receber as autoridades presentes na Sala Clementina do Palácio do Vaticano. 

Último dia como papa 

Pelo caminho, o Papa beijava e abençoava várias crianças
Na manhã de quinta (28), último dia de seu pontificado, ele se reunirá com os cardeais que estão em Roma. A previsão é que Bento 16 deixe o Vaticano de helicóptero em direção à residência de verão de Castel Gandolfo, no sul de Roma, por volta das 17h15 (13h15 no horário de Brasília). Assim que chegar ao local, ele deverá aparecer na sacada para saudar as pessoas que tiverem ido recebê-lo. O pontífice vai morar em Castel Gandolfo pelos próximos dois meses, antes de se estabelecer em um convento dentro do Vaticano. A Sede Vacante, período em que o Vaticano fica sem papa, terá início às 20h no horário local.

Fonte: BOL Notícias

Ex-núncio no Brasil será Secretário no conclave

O atual secretário da Congregação para os Bispos, Dom Lorenzo Baldisseri, que foi núncio apostólico no Brasil entre 2002 e 2012, terá uma atuação importante no conclave que vai eleger, no próximo mês, o sucessor de Bento XVI. Por ocupar o cargo de secretário do Colégio Cardinalício, o bispo assumirá a função de Secretário do conclave.

De acordo com o número 46 da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, que determina como deve ser realizada a eleição do novo Papa, é o Secretário do Colégio Cardinalício quem desempenha as funções de Secretário da assembleia eleitoral. O único brasileiro que ocupou esta função foi o Cardeal Lucas Moreira Neves (1979-1987). Porém, durante o seu mandato não foi realizado nenhum conclave.

26 de fevereiro de 2013

Bento XVI usará vestes brancas, afirma porta-voz do Vaticano

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, divulgou, nesta terça-feira (26), que após sua saída do Pontificado, Bento XVI será chamado de "Papa emérito" ou "Romano Pontífice emérito".

Durante a coletiva de imprensa, padre Lombardi disse ainda que Bento XVI irá continuar usando roupas brancas, porém sem o manto tradicional, e que o Anel do Papa será anulado no momento em que a Sé ficar Vacante, às 20h (horário de Roma - 16h em Brasília) desta quinta-feira, 28.

O porta-voz do Vaticano destacou também que, nestes últimos dias, Bento XVI está recebendo mensagens de agradecimento de várias partes do mundo.

25 de fevereiro de 2013

Saiba quem é e qual é o papel do Camerlengo

Número dois do Vaticano, Bertone, de 78
anos, foi nomeado camerlengo em 2007
O cardeal camerlengo, o italiano Tarcisio Bertone, será, após o fim do papado de Bento XVI, uma espécie de "Papa interino", encarregado de gerenciar a Igreja até que o novo pontífice seja eleito. Seus poderes, no entanto, são reduzidos.

Todos os mais altos cargos do governo da Igreja, isto é, a Cúria Romana, devem se demitir de suas funções quando o Papa morre, segundo a Constituição Apostólica promulgada em 1996 por João Paulo II.
 A regra também vale em caso de demissão. Somente o cardeal camerlengo continua a postos para administrar o que acontece na Igreja.

"Na morte do pontífice, todos os chefes dos dicastérios da Cúria Romana, o cardeal secretário de Estado, os cardeais prefeitos, os bispos presidentes, assim como os membros desses ministérios, deixam seus cargos. As únicas exceções são o Camerlengo da Santa Igreja e o Grande Penitenciador, que continuam resolvendo o que acontece diariamente", indica o artigo 14 da Constituição.

A palavra "camerlengo" é derivada do italiano "camera", que significa câmara, quarto. Ela equivale, em português, à expressão "adido à câmara". O camerlengo é uma função puramente administrativa, que só ganha importância na morte ou, no caso atual, na demissão de um Papa.
 Ele é encarregado de gerenciar o Vaticano e, com a ajuda dos cardeais presentes, reunidos em congregação geral, ele marca a data do funeral, no caso da morte do Papa, e convoca o Conclave.

Mas o camerlengo e os cardeais não podem tomar nenhuma decisão que exceda a duração do período de vacância do trono de São Pedro, onde imperam prerrogativas exclusivas do Papa, como por exemplo a nomeação de novos cardeais.

É o camerlengo que é encarregado de constatar e notificar a morte do Papa. Até Pio XII, morto em 1958, o camerlengo constatava o óbito do chefe da Igreja batendo com um pequeno martelo de prata em sua testa, para garantir que o pontífice estava, de fato, morto.

Monsenhor Bertone deverá simbolicamente tomar posse das funções papais, o Palácio Apostólico do Vaticano, os palácios do Latrão, sedes da diocese de Roma, onde o Papa é por tradição o bispo, e de Castel Gandolfo, residência de verão dos papas.

Esta última será, contudo, ocupada por Joseph Ratzinger, situação inédita na história recente da igreja.

Número dois do Vaticano, Bertone, de 78 anos, foi nomeado camerlengo em abril de 2007.

Originário de Romano Canavese, uma pequena região italiana do Piemonte, o salesiano Tarcisio Bertone colaborou durante sete anos (1995-2002) com Ratzinger quando ele foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, antes de ser nomeado em 2006 Secretário de Estado do Vaticano, espécie de 'chefe do governo' da Santa Sé.

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