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27 de março de 2013

Brasão Papal tem pequenas modificações

O brasão do Papa Francisco sofreu ligeiras modificações. A estrela, inicialmente com 5 pontas, passou a ter oito, em referência às oito bem-aventuranças. O nardo também mudou e o lema “Miserando atque eligendo” foi inserido em uma faixa branca com a parte de trás em vermelho. Permanece inalterado o emblema da Companhia de Jesus, no centro do brasão.

O Papa Francisco conservou seu brasão de bispo, ao qual acrescentou os símbolos da dignidade pontifícia e a mitra colocada entre as chaves de prata e ouro, entrelaçadas com um cordão vermelho.

Na parte alta do brasão se encontra o emblema da Companhia de Jesus: um sol radiante amarelo com as letras em vermelho ‘IHS’: “Jesus, Homem e Salvador”.

Sobre a letra H se encontra uma cruz, em ponta, e debaixo das letras IHS, sempre dentro do sol radiante, três cravos em preto. Na parte inferior do brasão, a sua direita, se encontra uma estrela e à esquerda a flor de nardo.

A estrela simboliza a Virgem Maria, mãe de Cristo e da Igreja, e a flor de nardo São José, padroeiro da Igreja universal. Na tradição espanhola, São José é representado por um ramo de nardos na mão.

Com este brasão, o Papa quis ressaltar sua particular devoção a Virgem e a São José. A flor de nardo, no desenho anterior, poderia em princípio ser confundida com um ramo de videira. Com a modificação do desenho, passou a ser mais fiel ao que seria um ramo de nardos.

O lema do pontificado, “Miserando atque eligendo” (“Olhou para ele com misericórdia e o escolheu”), foi retirado das homilias de São Beda, o Venerável, o qual, comentando o Evangelho de Mateus, escreveu “Vidit ergo Iesus publicanum et quia miserando atque eligendo vidit, ait illi Sequere me” (Viu Jesus a um publicano e como olhou para ele com sentimentos de amor o escolheu e disse: seque-me”.

Esta homilia é uma homenagem à misericórdia divina e é reproduzida na Liturgia das Horas de São Mateus. Ela tem um significado particular na vida e no caminho espiritual do Papa. De fato, na festa de São Mateus de 1953, o jovem Jorge Bergoglio experimentou de modo particular, aos 17 anos, a presença amorosa de Deus na sua vida. Após uma confissão, sentiu seu coração ser tocado por um ‘olhar de amor terno’, que o chamava à vida religiosa, à exemplo de Santo Inácio de Loyola.

Após ser eleito bispo, Dom Bergoglio, recordando tal acontecimento que marcou o início de sua total consagração a Deus, decidiu de escolher, como lema e programa de vida, a expressão de São Breda miserando atque eligendo, que foi reproduzida em seu próprio brasão de pontificado.

Tuítes do Papa: renovar nosso modo de viver a fé

Quarta-feira é dia de o Papa tuitar. Assim como fazia Bento XVI, também Francisco publicou mensagens depois da Audiência Geral desta manhã.

Foram duas frases, que sintetizam sua catequese sobre a Semana Santa.

Em português, escreveu: “Permanecer com Jesus exige sair de si mesmo, de um modo cansado e rotineiro de viver a fé”.

E ainda: “Viver a Semana Santa é entrar sempre mais na lógica de Deus: a lógica do amor e do dom de si mesmo”.

26 de março de 2013

Francisco recebeu camiseta do clube San Lorenzo

A camiseta é uma edição única, que na parte frontal tem a bandeira argentina e o escudo com a auréola
O Papa Francisco recebeu a camiseta desenhada especialmente pelo time argentino Clube Atlético San Lorenzo de Almagro, do qual é sócio e "torcedor", com seu nome nas costas, coroado por uma auréola.

Conforme informou o clube esportivo argentino, a camiseta é uma edição única, que na parte frontal tem a bandeira argentina e o escudo com a auréola.

Faz alguns dias, ao anunciar a confecção do objeto, San Lorenzo explicou que "a repercussão que teve no mundo a nomeação do ex-arcebispo da Cidade de Buenos Aires como líder máximo da religião católica fez que em poucos dias San Lorenzo e Lotto fabricassem em conjunto um desenho especial".

Em uma missiva dirigida ao Santo Padre, o clube San Lorenzo manifestou-lhe que "para nós não é um Papa a mais, tampouco o primeiro ‘Papa argentino’ ou latino-americano ou o primeiro Papa Jesuíta, é o ‘Papa de São Lorenzo’ ou, em linguagem bem torcedora de futebol, nosso primeiro ‘Papa Corvo (como se conhece popularmente o clube na Argentina)’".

No último dia 16 de março, a equipe jogou com uma camiseta especial que tinha uma foto do Papa Francisco no peito. Nessa partida, San Lorenzo casualmente conseguiu ganhar por um a zero ao também argentino Colón de Santa Fe.

Fonte: Portal Ecclesia

Sudário de Turim data do primeiro século segundo novos estudos

Novas experiências científicas realizadas na Universidade de Pádua, confirmam que o Sudário data do primeiro século da era cristã. Os dados aparecem no livro “O mistério do Sudário”, de autoria do professor Giulio Fanti e do jornalista Saverio Gaeta que será lançado nesta quarta-feira, 27.

As pesquisas do professor apresentam recentes investigações que breve serão publicadas e que estarão sujeitas à análise e julgamento de uma comissão científica. Estes estudos na área de química e mecânica foram realiados com ráios infra-vermelhos e outros depositivos avançados.

Um deles foi uma análise de multi-paramétrico mecânico baseado em cinco diferentes parâmetros mecânicos que estão relacionados com a tensão do tecido. Para realizar este estudo das fibras do Sudário foi usado uma máquina de ensaio de tração capaz de avaliar fibras extremamente pequenas. Foram analisadas 20 amostras de tecido que confirmaram que a antiguidade de 3000 está equivocada e apresentam como data possível ano 2000, depois de Cristo.

De acordo com a matéria publicada no boletim “Vatican Inside”, do jornal italiano “La Stampa”, cientistas de diferentes centros de estudos da Itália participaram da análise e concordam em afirmar que o Sudário tem uma antiguidade que coincide com a tradição que o rodeia.

As investigações apresentadas no livro de Fanti e Gaeta indicam resultados que superam as analises anteriores, segundo os autores, com bases nos experimentos. Assim, de acordo com a análise de FT-IR, o tecido é entre 300 - 400 aC, com a análise de Raman estima-se a data de 200 aC - 500 aC, e finalmente, segundo a análise de multi-paramétrico mecânica, apresentaria como resultados simples a data de 33 aC à 250 anos, portanto, na margem do que a tradição referente ao Sudário apresenta.

24 de março de 2013

Nunca vos deixeis invadir pelo desânimo!

Abraçada com amor, a cruz de Cristo nunca leva
à tristeza, mas à alegria, à alegria de sermos
salvos e de realizarmos um bocadinho daquilo que Ele
fez no dia da sua morte.

Apresentamos a homilia do Santo Padre Francisco na Celebração do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor.

1.  Jesus entra em Jerusalém. A multidão dos discípulos acompanha-O em festa, os mantos são estendidos diante d’Ele, fala-se dos prodígios que realizou, ergue-se um grito de louvor: «Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas!» (Lc 19, 38).

Multidão, festa, louvor, bênção, paz: respira-se um clima de alegria. Jesus despertou tantas esperanças no coração, especialmente das pessoas humildes, simples, pobres, abandonadas, pessoas que não contam aos olhos do mundo. Soube compreender as misérias humanas, mostrou o rosto misericordioso de Deus e inclinou-Se para curar o corpo e a alma.

Assim é Jesus. Assim é o seu coração, que nos vê a todos, que vê as nossas enfermidades, os nossos pecados. Grande é o amor de Jesus! E entra em Jerusalém assim com este amor que nos vê a todos. É um espectáculo lindo: cheio de luz – a luz do amor de Jesus, do amor do seu coração –, de alegria, de festa.

No início da Missa, também nós o reproduzimos. Agitámos os nossos ramos de palmeira. Também nós acolhemos Jesus; também nós manifestamos a alegria de O acompanhar, de O sentir perto de nós, presente em nós e no nosso meio, como um amigo, como um irmão, mas também como rei, isto é, como farol luminoso da nossa vida. Jesus é Deus, mas desceu a caminhar connosco como nosso amigo, como nosso irmão; e aqui nos ilumina ao longo do caminho. E assim hoje O acolhemos. E aqui temos a primeira palavra que vos queria dizer: alegria! Nunca sejais homens emulheres tristes: um cristão não o pode ser jamais! Nunca vos deixeis invadir pelo desânimo! A nossa alegria não nasce do facto de possuirmos muitas coisas, mas de termos encontrado uma Pessoa: Jesus, que está no meio de nós; nasce do facto de sabermos que, com Ele, nunca estamos sozinhos, mesmo nos momentos difíceis, mesmo quando o caminho da vida é confrontado com problemas e obstáculos que parecem insuperáveis… e há tantos! 

E nestes momentos vem o inimigo, vem o diabo, muitas vezes disfarçado de anjo, e insidiosamente nos diz a sua palavra. Não o escuteis! Sigamos Jesus! Nós acompanhamos, seguimos Jesus, mas sobretudo sabemos que Ele nos acompanha e nos carrega aos seus ombros: aqui está a nossa alegria, a esperança que devemos levar a este nosso mundo. E, por favor, não deixeis que vos roubem a esperança! Não deixeis roubar a esperança… aquela que nos dá Jesus!

2. Segunda palavra. Para que entra Jesus em Jerusalém? Ou talvez melhor: Como entra Jesus em Jerusalém? A multidão aclama-O como Rei. E Ele não Se opõe, não a manda calar (cf. Lc 19, 39-40). Mas, que tipo de Rei seria Jesus? Vejamo-Lo… Monta um jumentinho, não tem uma corte como séquito, nem está rodeado de um exército como símbolo de força. Quem O acolhe são pessoas humildes, simples, que possuem um sentido para ver em Jesus algo mais; têm o sentido da fé que diz: Este é o Salvador. Jesus não entra na Cidade Santa, para receber as honras reservadas aos reis terrenos, a quem tem poder, a quem domina; entra para ser flagelado, insultado e ultrajado, como preanuncia Isaías na Primeira Leitura  (cf. Is 50, 6); entra para receber uma coroa de espinhos, uma cana, um manto de púrpura (a sua realeza será objecto de ludíbrio); entra para subir ao Calvário carregado com um madeiro. 

E aqui temos a segunda palavra: Cruz. Jesus entra em Jerusalém para morrer na Cruz. E é precisamente aqui que refulge o seu ser Rei segundo Deus: o seu trono real é o madeiro da Cruz! Vem-me à mente aquilo que Bento XVI dizia aos Cardeais: Vós sois príncipes, mas de um Rei crucificado. Tal é o trono de Jesus. Jesus toma-o sobre Si… Porquê a Cruz? Porque Jesus toma sobre Si o mal, a sujeira, o pecado do mundo, incluindo o nosso pecado, o pecado de todos nós, e lava-o; lava-o com o seu sangue, com a misericórdia, com o amor de Deus. Olhemos ao nosso redor… Tantas feridas infligidas pelo mal à humanidade: guerras, violências, conflitos económicos que atingem quem é mais fraco, sede de dinheiro, que depois ninguém pode levar consigo, terá de o deixar. A minha avó dizia-nos (éramos nós meninos): a mortalha não tem bolsos. 

Amor ao dinheiro, poder, corrupção, divisões, crimes contra a vida humana e contra a criação! E também – como bem o sabe e conhece cada um de nós-os nossos pecados pessoais: as faltas de amor e respeito para com Deus, com o próximo e com a criação inteira. E na cruz, Jesus sente todo o peso do mal e, com a força do amor de Deus, vence-o, derrota-o na sua ressurreição. Este é o bem que Jesus realiza por todos nós sobre o trono da Cruz. Abraçada com amor, a cruz de Cristo nunca leva à tristeza, mas à alegria, à alegria de sermos salvos e de realizarmos um bocadinho daquilo que Ele fez no dia da sua morte.

3. Hoje, nesta Praça, há tantos jovens. Desde há 28 anos que o Domingo de Ramos é a Jornada da Juventude! E aqui aparece a terceira palavra: jovens! Queridos jovens, vi-vos quando entráveis em procissão; imagino-vos fazendo festa ao redor de Jesus, agitando os ramos de oliveira; imagino-vos gritando o seu nome e expressando a vossa alegria por estardes com Ele! Vós tendes um parte importante na festa da fé! Vós trazeis-nos a alegria da fé e dizeis-nos que devemos viver a fé com um coração jovem, sempre: um coração jovem, mesmo aos setenta, oitenta anos! Coração jovem! 

Com Cristo, o coração nunca envelhece. Entretanto todos sabemos – e bem o sabeis vós – que o Rei que seguimos e nos acompanha, é muito especial: é um Rei que ama até à cruz e nos ensina a servir, a amar. E vós não tendes vergonha da sua Cruz; antes, abraçai-la, porque compreendestes que é no dom de si, no dom de si, no sair de si mesmo, que se alcança a verdadeira alegria e que com o amor de Deus Ele venceu o mal. Vós levais a Cruz peregrina por todos os continentes, pelas estradas do mundo. Levai-la, correspondendo ao convite de Jesus: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28, 19), que é o tema da Jornada da Juventude deste ano. Levai-la para dizer a todos que, na cruz, Jesus abateu o muro da inimizade, que separa os homens e os povos, e trouxe a reconciliação e a paz. 

Queridos amigos, na esteira do Beato João Paulo II e de Bento XVI, também eu, desde hoje, me ponho a caminho convosco. Já estamos perto da próxima etapa desta grande peregrinação da Cruz. Olho com alegria para o próximo mês de Julho, no Rio de Janeiro. Vinde! Encontramo-nos naquela grande cidade do Brasil! Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente, nas vossas comunidades, para que o referido Encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro. Os jovens devem dizer ao mundo: é bom seguir Jesus; é bom andar com Jesus; é boa a mensagem de Jesus; é bom sair de nós mesmos para levar Jesus às periferias do mundo e da existência. Três palavras: alegria, cruz, jovens.

Peçamos a intercessão da Virgem Maria. Que Ela nos ensine a alegria do encontro com Cristo, o amor com que O devemos contemplar ao pé da cruz, o entusiasmo do coração jovem com que O devemos seguir nesta Semana Santa e por toda a nossa vida. Assim seja.

22 de março de 2013

Papa Francisco encontra Pérez Esquivel, Nobel da Paz em 1980

Esquivel concedeu uma coletiva de imprensa na qual reiterou que são totalmente falsas as acusações contra o
então provincial dos Jesuítas, Bergoglio,

O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã desta quinta-feira, 21, no Vaticano, o ativista argentino pelos direitos humanos Adolfo Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz 1980 por sua destemida oposição à ditadura em seu país.

Após o encontro, Esquivel concedeu uma coletiva de imprensa na qual reiterou que são totalmente falsas as acusações contra o então provincial dos Jesuítas, Bergoglio, no tempo do ditador Videla.

“A sua eleição – disse Esquivel – foi acolhida com grande alegria por todos os argentinos e representa um desafio para o mundo. O Papa Francisco reiterou-me com muita clareza que é importante se chegar à verdade e à justiça em relação aos crimes cometidos na Argentina”, afirmou o Nobel da Paz.

Pérez Esquivel definiu o encontro como muito emocionante e acrescentou ter visto o Papa Francisco seguro e decidido a levar adiante o seu caminho apostólico.

21 de março de 2013

Papa Francisco pede que bilhetes para cerimônia da Quinta-feira Santa sejam distribuídos aos pobres


Que sejam os pobres as figuras centrais da Missa ‘in coena Domini’, que Papa Francisco celebrará na Quinta-feira Santa, 28 de março.

Foi o próprio Papa Francisco que pediu à Cáritas da Diocese de Roma para distribuir os bilhetes de ingresso entre as pessoas pobres, assistidas pela Diocese.

A Prefeitura da Casa Pontifícia já havia distribuído nos dias passados cerca de 1.300 bilhetes em resposta aos pedidos feitos. Bilhetes que não serão retirados, além de outros 3 mil, permanecem à disposição da Cáritas diocesana e serão distribuídos entre as pessoas pobres, num trabalho em colaboração com a Comunidade de Santo Egídio e com outras organizações de voluntários.

20 de março de 2013

Papa Francisco recebe Presidente Dilma e diz que pretende ir a Aparecida (SP) após a JMJ

Dilma foi a primeira chefe de Estado recebida por Francisco
A presidente Dilma Rousseff foi recebida na manhã desta quarta-feira, 20 de março, no Vaticano, pelo Papa Francisco, durante uma audiência particular. No dia de ontem, terça-feira, falando aos jornalistas a presidente afirmou que a Jornada Mundial da Juventude seria o “tema central” do encontro com o Papa Francisco.

“A Jornada – disse a Presidente -, vai atrair para o Brasil milhares de jovens católicos, que serão muito bem recebidos, como a gente sempre faz”, acrescentou. A visita ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude, em julho, deverá ser a primeira grande viagem do Papa Francisco.

O papa Francisco disse à presidente Dilma Rousseff que é necessário empenho conjunto para combater as drogas e reforçar os valores e os princípios para a juventude. Dilma foi a primeira chefe de Estado recebida por Francisco, depois da cerimônia que marcou ontem (19) o início do seu pontificado. Na conversa, o papa lembrou que a construção do futuro depende da juventude.

“[O papa] falou sobre a importância da juventude na construção do futuro da humanidade e que a Igreja [Católica], como uma instituição secular, tem no jovem um foco muito grande”, disse a presidente, após o encontro com o papa, no Vaticano.

Dilma disse que Francisco ressaltou que é fundamental, para o combate às drogas, reforçar valores e princípios. “Conversamos sobre a questão das drogas e do crack, o reforço de valores, princípios e símbolos para a juventude”, destacou.

A presidente acrescentou que o papa confirmou que participará da Jornada Mundial da Juventude, nos dias 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro. “Ele [o papa] disse que espera uma presença grande dos jovens [durante a jornada]”, contou ela. Segundo Dilma, o papa disse que pretende, depois da jornada, visitar Aparecida (SP) – onde está o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.

“Ele [o papa] disse que vai a Aparecida, depois [da jornada]. Ele até me lembrou que, em 2007, esteve em Aparecida, e me deu um livro do que eles [os bispos latino-americanos] fizeram em 2007”, contou a presidente, lembrando da recomendação de Francisco de que ela “não leia o livro todo”.

“'Você não precisa ler tudo porque você pode se aborrecer, então você pega o índice e vai nos assuntos que te interessa', ele me disse”, contou Dilma, entre sorrisos, demonstrando o bom humor de Francisco.

A presidente se disse impressionada como o papa se comporta como uma pessoa normal. “Ele [Francisco] é o primeiro muitas coisas: é o primeiro Francisco, primeiro jesuíta, primeiro latino-americano e primeiro argentino”, acrescentou Dilma, informando que percebeu bastante entusiasmo no papa.

A Rádio Vaticano informou que o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, ficou feliz ao receber a notícia. Porém, ainda não há maiores detalhes sobre esse acréscimo no roteiro da visita do Santo Padre ao país. “É uma notícia que me enche de alegria. Os devotos de Nossa Senhora Aparecida, em todo o Brasil, também devem estar transbordando de alegria”, disse dom Damasceno.
 
Fonte: CNBB

19 de março de 2013

Papa Francisco recebe presidente Dilma Roussef nesta quarta-feira

Dilma ressaltou que Papa Francisco “tem um papel importante a cumprir”.
Após participar na manhã desta terça-feira, 19 de março, da missa de inauguração do pontificado do Papa Francisco, a Presidente da República Dilma Roussef cumprimentou o Santo Padre e conversou por alguns minutos com ele, dentro da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Antes do encontro, a presidente disse que sua intenção era falar sobre o combate à pobreza e à fome. E está marcado um encontro dos dois líderes nesta quarta-feira, às 11h de Roma, (7h de Brasília).

Dilma elogiou o empenho do Papa em dar prioridade aos pobres, mas pediu que ele compreenda as “opções diferenciadas” no mundo. Ela ressaltou ontem que Francisco “tem um papel importante a cumprir”.

Na homilia, o papa apelou aos líderes políticos para que sejam responsáveis. Francisco usou as expressões “por favor” e “pedir” ao se dirigir aos líderes para que assumam o papel de “guardiões”, afastando os riscos de destruição e morte do mundo. “Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos 'guardiões' da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo”, disse Francisco.

Pelo menos 132 países enviaram delegações. Dilma participou da missa acompanhada por uma comitiva de ministros e assessores. De acordo com a Santa Sé, também estavam presentes 32 líderes de distintas religiões.

Fonte: CNBB

Missa de inauguração do Pontificado teve incenso brasileiro

O incenso brasileiro passou a fazer parte nas celebrações pontifícias a partir da viagem do então Papa Bento XVI ao Brasil
As milhares de pessoas que acompanharam a Missa de inauguração do Pontificado do Papa Francisco na manhã desta terça-feira (19), desconhecem que o incenso utilizado na celebração é brasileiro.

Desde 2008, um produtor de incenso litúrgico do interior de São Paulo fornece o incenso utilizado nas celebrações Pontifícias, quer no Vaticano quer nas viagem do Papa. O Vaticano compra cerca de 16 kg/ano deste incenso, que é exportado do Brasil numa caixa contendo 32 pequenas caixas de 500 gr. A cada celebração é usada 1 ou 2 colheres de chá em cada incensação, 2 a 3 vezes durante a missa.

O incenso brasileiro passou a fazer parte nas celebrações pontifícias a partir da viagem do então Papa Bento XVI ao Brasil em 2007, para a abertura da Conferência de Aparecida e a canonização de Frei Galvão.

Incenso Litúrgico: conheça seu significado e como é produzido

Uma das mais antigas formas de purificação, a incensação faz parte de várias tradições religiosas - do cristianismo ao hinduísmo, dos índios americanos aos monges budistas do Tibet, dos mulçumanos aos africanos. Mais do que uma adorável fragrância, esses incensos continuam tendo um extraordinário valor simbólico pelo seu histórico uso filosófico-espiritual. Nas celebrações Litúrgicas, o uso do incenso é simples, sendo queimado no turíbulo, mas seusimbolismo é complexo.

O subir em direção ao alto, na Bíblia, é visto como uma imagem da oração do fiel que se eleva aos céus, o lugar simbólico de Deus, ou, da oração dos santos que se eleva em direção ao trono de Deus. Incensar, assim, é a oração, o louvor, a súplica apresentada ao Altíssimo pelo seu povo que se confia a Ele totalmente.

O incenso também é usado como expressão de honra e de adoração (MT 2,2), ou seja, como reconhecimento da presença de Deus naquilo ou em quem se incensa, como por exemplo, o sacerdote, o livro da Palavra, o altar na Celebração Eucarística, mas também a assembléia reunida, verdadeira imagem da Igreja onde está presente seu Chefe e Senhor.

O fato de que esta “fumaça que sobe” tem um aroma, é interpretado na Escritura como ‘um sacrifício agradável a Deus’ (LV 2,1-2). O Novo Testamento identifica com a vida dos fiéis este ‘sacrifício agradável e perfumado’ (2Cor 2,15).

Sob esta ótica, o incenso é utilizado como expressão da aceitação de Deus das ofertas e sacrifícios, mas, sobretudo na atitude de oferta de si mesmo a Deus, à imitação do seu Senhor e Mestre. Na Celebração Eucarística, isto é bem visível no uso do incenso no momento da apresentação doas ofertas.

Em algumas ocasiões, o incenso pode assumir a conotação de purificação e expiação (Nm 17,12). Assim como o bom aroma afasta o mau-odor, o incenso pode indicar o afastamento do maligno daquilo que se é incensado. Neste sentido, o uso do incenso pode ser entendido no sentido de bendizer, especialmente se acontece durante o gesto de fazer o sinal da cruz.

O incenso é produzido em regiões com forte tradição em incensos de resina, como o Oriente Médio, Norte da África e Itália. Durante mais de cinco mil anos esta foi uma das mais caras substâncias no mundo civilizado, equiparado ao ouro e presente de reis. Era objeto de cobiça de grandes culturas, como a chinesa, da Ásia Menor e da Mediterrânea. O apogeu do comércio de incensos de resina foi no Império Romano, no primeiro século a.C.. O imperador Nero queimava toneladas em cerimônias religiosas.
 
Fonte: Rádio Vaticana
 

Papa Francisco telefona a Bento XVI

O Papa Francisco telefonou ao Papa emérito, Bento XVI, na tarde desta terça-feira, pouco depois das 17h locais.

O Papa Francisco fez os melhores votos a Joseph Ratzinger por ocasião da Festa de São José, celebrada hoje, e manifestou ao Papa emérito sua gratidão e de toda a Igreja pelo seu serviço.

A conversa foi ampla e afável. Bento XVI acompanhou com grande interesse os eventos desses dias e também a celebração de início do pontificado do Papa Francisco, nesta manhã, na Praça São Pedro, e garantiu ao seu sucessor sua proximidade contínua na oração.

Papa não colaborou com a ditadura, diz mãe de desaparecido na Argentina

Graciela Fernández Meijide, ex-ministra de Desenvolvimento Social da Argentina, ativista dos direitos humanos e membro da Comissão Nacional do Desaparecimento de Pessoas (Conadep), afirmou nesta terça-feira (19) que o Papa Francisco "nunca esteve envolvido com a ditadura".

Em entrevista à Efe, Graciela, mãe de um jovem desaparecido durante a última ditadura e ministra entre 2000 e 2002 do governo do presidente Fernando de la Rúa, explicou que conheceu pessoalmente o cardeal Jorge Mario Bergoglio em sua etapa como ministra porque colaborou em um "trabalho social muito amplo" que era promovido pelo arcebispado.

"É um homem muito inteligente, muito disposto a escutar. Eu não sou católica, sou batizada, mas me considero ateia e ele sabia, é um homem muito sensível ao sofrimento da pobreza", disse Graciela.

Graciela Meijide se destacou como ativista pelos direitos humanos depois que seu filho, um estudante de 17 anos, desapareceu em uma operação clandestina da ditadura militar argentina.

Sobre o papel que o cardeal Bergoglio, hoje Papa Francisco, teve na ditadura argentina, Graciela Fernández afirmou que fala com conhecimento de causa porque ocupou "um papel protagonista em organismos de direitos humanos e na Conadep, e nunca tive nenhum testemunho que o envolvesse com algo relacionado com a ditadura. Jamais".

Graciela Fernández viajou para Barcelona, na Espanha, para participar de um ato da Casa América organizado pelo Ministério de Cultura da Cidade de Buenos Aires dentro do programa "30+30, um olhar de futuro", no qual analisará a experiência democrática argentina nos últimos 30 anos e suas perspectivas.

A ex-ministra argentina, apesar de não ser religiosa, felicitou a escolha do cardeal argentino como novo Papa.

"Sei como o povo argentino e toda América Latina festejou esta designação, todo o continente está contente", afirmou Graciela, que desejou sorte a seu compatriota porque "foi convocado para uma tarefa que deve ser ciclópica, porque os problemas da Igreja são tantos que inclusive fizeram um Papa renunciar', disse, em alusão ao agora Papa Emérito Bento XVI.

A ativista pelos direitos humanos explicou que, segundo as últimas enquetes, "92% dos argentinos festejaram a escolha do cardeal Bergoglio, e não fizeram por fé católica, porque também há uma coletividade hebrEia e evangélica muito grande".

"Eu estou feliz - disse - sobretudo porque vai ter um efeito que não é religioso, porque uma nomeação de tão alto cargo vai levar os olhos do mundo ao nosso continente, que tem muitos problemas, sobretudo de injustiças sociais."

"Por enquanto, a nomeação levou um pouco de alegria para a Argentina em um momento difícil, e tenho certeza de que fará com que olhem para a nossa região e deixem de pensar que Buenos Aires é a capital do Brasil", brincou.

Sobre a reunião da véspera entre a presidente argentina Cristina Kirchner e o papa, na qual o governante pediu ao bispo de Roma que intermediasse no conflito das Malvinas, Graciela opinou que não acredita que esta reivindicação "seja agora o principal problema da Argentina, embora seja coerente. Nosso principal problema é melhorar a distribuição econômica".

Graciela também disse à Efe que falta muito para melhorar a qualidade da democracia em um país que entre 1930 e 1983 sofreu sete golpes militares e um nos últimos 30 anos.

A ex-ministra acredita que já não existe risco de novos golpes militares em seu país porque "a sociedade já não vê os militares como os que solucionam os problemas que os políticos não podem resolver".

Fonte: Portal G1

Papa Francisco é convidado a falar no Parlamento Europeu

O presidente do Parlamento Europeu, o social-democrata alemão Martin Schulz, convidou nesta terça-feira (19) o Papa Francisco a ter a palavra na tribuna da instituição europeia para defender "os valores fundamentais" da Europa.

"Espero ansioso para acolher o Papa Francisco. Que nos transmita uma mensagem européia e universal, mais necessária do que nunca, sobre nossos valores fundamentais", afirmou Schulz em um comunicado publicado após um encontro com o Papa no Vaticano.

Schulz foi à missa de inauguração do pontificado do Papa Francisco junto com o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

"O papa Francisco sempre foi um homem do povo, próximo aos pobres", declarou Martin Schulz. "Representa uma esperança, tanto para os crentes quanto para os não crentes", acrescentou.

Fonte: Portal G1

Papa no Twitter: "O verdadeiro poder é o serviço"

Ao final da missa desta terça-feira (19), o Papa Francisco tuitou duas vezes – duas mensagens que expressam dois pontos cruciais da homilia proferida instantes atrás, por ocasião da cerimônia de início do seu ministério petrino.

O primeiro tuíte foi: “Guardemos Cristo na nossa vida, cuidemos uns dos outros, guardemos a criação com amor” – em que Papa Francisco se inspirou nos atributos de São José, Padroeiro de toda a Igreja.

A segunda mensagem fala da tarefa que lhe foi confiada pelos “irmãos cardeais”, inspirados pelo Espírito Santo: “O verdadeiro poder é o serviço. O Papa deve servir a todos, especialmente aos mais pobres, aos mais fracos, aos mais pequeninos”.

Fonte: Rádio Vaticana
   

Primeira missa do Papa Francisco: "Cuidar das pessoas que estão na periferia do nosso coração"

Na solenidade de São José, Papa Francisco dedicou toda a sua homilia às virtudes do patrono da Igreja – e como podemos nos inspirar em suas qualidades.

Logo no início, recordou seu Predecessor, que celebra seu onomástico, para que o acompanhemos com a oração, “cheia de estima e gratidão”.

Comentando as leituras do dia, falou da missão de José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja. Uma guarda que se realiza com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender.

“Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio.”

José responde à vocação de Deus com disponibilidade e prontidão; tendo Cristo no centro da vocação cristã. Entretanto, a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos.

É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família. É viver com sinceridade as amizades. “Sejam guardiões dos dons de Deus!”

E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuida da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. “Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.”

Papa Francisco pediu “por favor” aos que ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: “Sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura”.

A seguir, Francisco falou do início do seu ministério como novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. Mas de que poder se trata? – questionou, respondendo com o convite de Jesus a Pedro: apascenta as minhas ovelhas.

“Jamais nos esqueçamos que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afeto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão.”

Este é o serviço que o Bispo de Roma e todos nós somos chamados a cumprir: dar esperança perante tantos ‘pedaços de céu cinzento’.

“Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! Para nós cristãos, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus”, concluiu Papa Francisco, pedindo a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o seu ministério.

Os ritos: canto, pálio, anel, oração e promessa

O Cardeal Decano Angelo Sodano entregando ao Pontífice o Anel do Pescador
Antes do início da Missa de início de seu Pontificado, o Papa Francisco desceu ao túmulo de São Pedro, embaixo do altar da Confissão, na Basílica de São Pedro. Depois de se deter alguns minutos em oração, incensou o Trophaeum apostólico e se juntou à procissão de cardeais concelebrantes.

À frente, estavam os diáconos levando o Pálio pastoral, o Anel do Pescador e o Evangelho. Quando a procissão chegou ao átrio da Basílica, ecoou o canto das 'Laudes regiae', que também faz parte da série de ritos específicos do início de um pontificado.

Já fora da Basílica, no altar da Praça São Pedro, o cardeal-protodiácono, Jean-Louis Tauran, impôs o Pálio (estola decorada com as cruzes do martírio); o cardeal protopresbítero Godfried Danneels, fez uma oração, e o cardeal decano Angelo Sodano entregou ao Pontífice o Anel do Pescador. Neste momento, seis cardeais, em nome de todo o Colégio Cardinalício, prestaram obediência ao Papa.

Todos os cardeais, patriarcas e arcebispos maiores das Igrejas orientais católicas; o secretário do Conclave, Dom Lorenzo Baldisseri, e os padres Fr. Jose' Rodriguez Carballo e Alfonso Nicolas SJ, respectivamente presidente e vice-presidente da União dos Superiores Gerais, concelebraram com Francisco a sua primeira Missa como Papa.

18 de março de 2013

Globo exibe a Missa de Entronização do Papa Francisco nesta terça (19)


Rede Globo exibe nesta terça-feira (19), a partir das 4h45 (horário de Brasília), direto do Vaticano, a Missa de Entronização do Papa Francisco. Durante o evento, que marca o início oficial do seu pontificado, Francisco vestirá o pálio (tira de pano colocada sobre os ombros), usado anteriormente por Bento XVI, e receberá o tradicional anel do pescador, que passará a usar no dedo anelar da mão esquerda.

Com a vestimenta adequada, o papa Francisco realizará, então, a partir das 5h30, a sua missa de entronização.

Em virtude da transmissão, A Rede Globo não exibirá, excepcionalmente nesta terça, os seguintes programas: Sagrado, Telecurso e Globo Rural. O Bom Dia local começa mais tarde, às 7h30, seguido pelo Bom dia Brasil, que tem início às 7h40, horário de Brasília.

Após 959 anos, patriarca ortodoxo vai a missa inaugural do Papa


Bartolomeu I, da Igreja Ortodoxa
O Vaticano se prepara para receber um convidado especial na missa inaugural do Papa Francisco nesta terça-feira: Bartolomeu 1º, patriarca ecumênico do cristianismo ortodoxo. Ele será o primeiro líder espiritual do cristianismo ortodoxo a comparecer a uma missa papal inaugural desde o Cisma do Oriente, em 1054.

Centenas de milhares de pessoas devem se aglomerar na praça de São Pedro e arredores para a missa que instalará formalmente o argentino Jorge Mario Bergoglio como o novo líder dos 1,2 bilhão de católicos do mundo.

Essa deve ser a maior multidão em Roma desde que 1,5 milhão de pessoas acompanharam a beatificação do falecido papa João Paulo 2º, em 1º de maio de 2011.

O Vaticano disse que seis monarcas, inclusive da Bélgica e de Mônaco, estarão entre os líderes de mais de 130 delegações participantes. Haverá também mais de 30 delegações representando outras Igrejas cristãs e representantes das comunidades judaica e islâmica.

O Vaticano salientou que não envia convites para esses eventos, mas que eles são abertos a representantes de todos os países.

Também nesta segunda-feira, o Vaticano apresentou o novo brasão de armas do papa, semelhante ao que ele usava como arcebispo de Buenos Aires, com símbolos representando Jesus, Maria e José. O lema do brasão será "Miserando atque eligendo" ("Tendo tido misericórdia, ele o chamou"), que vem de uma meditação do venerável Bede, um monge inglês do século 8, a propósito de uma passagem do Evangelho em que Jesus convida São Mateus para se tornar um apóstolo.

Em vários sermões e comentários desde sua surpreendente eleição na quarta-feira, Francisco pediu às pessoas que sejam mais misericordiosas e menos propensas a condenarem falhas alheias. 

O anel papal escolhido por Francisco é feito de prata banhada a ouro e retrata São Pedro segurando as chaves do céu. O anel e um pálio, vestimenta litúrgica usada em volta do pescoço e feita de lã de cordeiro, para simbolizar o papel de Jesus como pastor das almas, serão colocados no local onde São Pedro está sepultado.

As duas peças passarão a noite no local, e o papa os colocará antes da missa.

O Vaticano disse que cerca de 150 cardeais, inclusive os 114 prelados que participaram do conclave que elegeu Francisco, irão concelebrar a missa.

Fonte: Portal G1

Papa Francisco almoça com Cristina Kirchner

O aperto de mão entre a Presidente e o Papa

O papa Francisco está almoçando nesta segunda-feira (18) com a presidente argentina Cristina Kirchner na Casa Santa Marta do Vaticano, anunciou o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, em uma coletiva de imprensa.

O pontífice argentino e Kirchner realizaram previamente um encontro de "cerca de 15 ou 20 minutos" sobre o qual não será divulgado nenhum comunicado oficial do Vaticano, disse Lombardi.

Kirchner, que chegou na tarde de domingo a Roma, e o até a última quarta-feira arcebispo de Buenos Aires Jorge Bergoglio sempre mantiveram relações tensas, e esperava-se que este encontro servisse para aproximar as duas partes antes da missa de entronização oficial do pontificado, na terça-feira.

As divergências entre ambos começaram durante a presidência de seu marido, o falecido Néstor Kirchner, que não apreciava as críticas nas homilias do então cardeal, que denunciava com frequência o escândalo da pobreza ou o flagelo da droga e do crime na Argentina, e pioraram ainda mais após a legalização do casamento homossexual, em 2010.

O encontro com Kirchner foi o primeiro de Francisco com um dos muitos chefes de Estado e de governo que estão chegando ao Vaticano para acompanhar a missa de início oficial do papado. Após a cerimônia solene na praça de São Pedro, o Papa receberá os representantes das 130 delegações oficiais.


Saiba como será a missa de início do pontificado do Papa Francisco

O porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, concedeu uma coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (18), no Vaticano. Ele deu detalhes sobre a missa de início do ministério petrino do Papa Francisco, que será celebrada amanhã (19), às 9:30hs (em Roma, 5:30hs em Brasília).

Nesta celebração, o Santo Padre recebe o anel de pescador e inicia, oficialmente, o ofício de bispo de Roma. "A cerimônia acontece entre a tumba de São Pedro e a praça de São Pedro. Este último é significativo por se tratar do local onde o apóstolo Pedro foi martirizado", destacou.

O rito que antecede a celebração

Pouco antes da celebração, o Santo Padre desce à tumba de São Pedro, localizada embaixo do altar central (também chamado de altar da confissão), da basílica vaticana, acompanhado por 10 patriarcas e arcebispos das Igrejas orientais católicas. Ainda no local, os diáconos que servirão durante a celebração tomam o evangeliário, além do pálio e do anel de pescador que serão impostos no Sumo Pontífice.

"Estes são sinais do seu ministério (...) O pálio é de lã e simboliza o Bom Pastor, representando Jesus que leva suas ovelhas nos ombros. (...) O anel de pescador simboliza o apóstolo Pedro, quem, além de tudo, foi pescador de homens", enfatizou.

Quem entrega os símbolos do ministério petrino ao Santo Padre?

O cardeal protodiácono. Neste caso, o mesmo que proferiu o 'Habemus Papam', cardeal Jean Louis Tauran, entrega o pálio ao Papa. Depois do pálio, é feita uma oração, que será conduzida pelo cardeal protopresbítero. Por fim, o decano do colégio cardinalício, cardeal Angelo Sodano, impõe o anel de pescador ao Papa.

O anel de Papa Francisco

O anel de Papa Francisco é inspirado em uma obra de Enrico Manfrini e é de prata dourada. No anel escolhido por ele - entre três que lhe foram apresentados - a figura de São Pedro segurando as duas chaves que simbolizam as chaves do céu e da terra, as quais foram referidas por Jesus Cristo em diálogo com apóstolo Pedro.

Particularidades da celebração desta terça-feira (19)

Logo após esse tradicional ritual, inicia-se a celebração eucarística. O Evangelho será proclamado somente em grego. No ofertório, um canto raro do famoso compositor católico Pier Luigi Palestrina será entoado durante a preparação das oferendas. O canto diz: "Tu és o pastor das ovelhas", composto especialmente para o início do ministério petrino de um Sumo Pontífice.

Na celebração, estarão presentes representantes budistas, muçulmanos, judeus e ortodoxos. Ao todo, 132 delegações dos países se farão presentes na missa. Não é o Vaticano que convida os governos, mas informa sobre a celebração e participa quem assim desejar.

Fonte: Canção Nova Notícias

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