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6 de abril de 2013

Caminho Neocatecumenal sairá às ruas e praças do Brasil para evangelizar

Com motivo do Ano da Fé inaugurado pelo papa Bento XVI no último 11 de outubro, o Caminho Neocatecumenal organiza a grande missão "Ano da Fé", que consiste em sair à rua para evangelizar em mais de 10.000 praças disseminadas pelo mundo inteiro. Informou a Assessoria de Comunicação.

Seguindo a proposta do Ano da Fé de “intensificar o testemunho da caridade”, o Caminho Neocatecumenal evangelizará nas ruas e praças durante os domingos de Páscoa (7, 14, 21 e 28 abril, e 5 maio). No Brasil, grupos de fiéis de diversas paróquias, junto aos seus sacerdotes e com o respaldo dos bispos, evangelizarão em mais de 350 praças de setenta e quatro dioceses.

Desse modo, o Caminho oferece o seu contributo para o anúncio do querigma neste Ano da Fé. Nos locais já demarcados para os encontros pascais, um grupo de 150 irmãos das comunidades neocatecumenais se reunirá nos domingos citados sempre no mesmo local e horário.

Alguns cantos prepararão o ambiente para chamar as pessoas que estejam passando naquele local. Depois terá alguns testemunhos de jovens dando a experiência da fé em suas vidas. Imediatamente depois um catequista dará uma catequese e o anúncio do querigma para todos aqueles que estiverem presentes, finalizando com uma oração e um canto à Virgem Maria.

Após estes encontros, se algumas pessoas quiserem continuar, serão encaminhadas às paróquias onde continuarão as catequeses para jovens e adultos que selarão o querigma recebido.

Fonte: Zenit

28 de fevereiro de 2013

Exposição do Santo Sudário na vigília pascal


Nesta sexta-feira, 1° de março, na cidade de Turim, se realizará uma coletiva de imprensa com o Arcebispo da cidade, Dom Cesare Nosiglia, que é o Custódio pontifício do Sudário, para a apresentação da exposição televisiva que se realizará na vigília pascal, dia 30 de março. 

Depois da exposição de 2010, quando dois milhões de visitantes de todo o mundo passaram diante do Sudário, mais uma vez o tecido sagrado, através das câmaras da televisão italiana (RAI), poderá ser visto em todo o mundo.

A exposição será na vigília pascal, evocando assim o significado que Bento XVI atribuiu ao Sudário, em sua visita a Turim em 2 de maio de 2010, quando o definiu “o ícone do Sábado Santo”. 

Esta iniciativa faz parte das atividades programas para o Ano da Fé, convocado por Bento XVI.

19 de fevereiro de 2013

Calendário do Ano da Fé


O Ano da Fé instituído pelo Papa Bento XVI em outubro de 2012 e que se encerra em novembro de 2013 é marcado por um calendário de grandes eventos. O próximo grande evento será o Congresso Internacional sobre o tema ‘São Cirilo e Metódio entre os povos Eslavos: 1150 anos do início da Missão’ que se realiza entre 25 e 26 de fevereiro em Roma. Os trabalhos terão lugar no Pontifício Instituto Oriental (25 de fevereiro) e na Pontifícia Universidade Gregoriana (26 de fevereiro). A partir disso praticamente todos os meses até novembro acontecem grandes eventos.

Confira o calendário completo:

24/03/2013 – Dia dedicado aos jovens
Na Praça São Pedro em Roma e em todo o Mundo acontece a celebração do Domingo de Ramos, esse ano um dia dedicado aos jovens em preparação à Jornada Mundial da Juventude.

27/04/2013 e 28/04/2013 – Jornada dos crismandos e crismados
Na Praça São Pedro em Roma com tema “Sois Minhas Testemunhas” o evento desenvolve-se à volta de três pontos essenciais: Peregrinação ao Túmulo de Pedro, a Eucaristia com o Papa e um momento de festa que conclui a jornada.

05/05/2013 – Dia Mundial Das Confraternidades e da Piedade Popular
Na Praça São Pedro em Roma com o tema “Pelas estradas do mundo, testemunhas da Fé: às Confraternidades em Peregrinação ao Túmulo de São Pedro para a Nova Evangelização”. A preparação do evento começa em 03 de maio de 2013 culminando com o encerramento em 05 de maio. O evento consiste em Peregrinação ao Túmulo de Pedro, acolhimento, Adoração Eucarística, confissões em algumas das Igrejas de Confraternidades de Roma, Encontro internacional, catequese e Santa Missa.

18/05/2013 e 19/05/2013 – Jornada Dedicada a Todos os Movimentos
Na Praça São Pedro em Roma com o tema “Eu creio, aumenta em nós a fé”, os movimentos, as associações e as agregações laicais também farão peregrinação ao Túmulo do Apóstolo Pedro.

02/06/2013 – Solene Adoração Eucarística Realizada Simultaneamente em Todo o Mundo
Em todo mundo celebra-se a solenidade de Corpus Christi, assim acontece simultaneamente a Solene Adoração Eucarística.

15/06/2013 e 16/06/2013 – Dia da Evangelium Vitae
Na Praça São Pedro em Roma o Dia da Evangelium Vitae, dedica-se ao testemunho do Evangelho da vida, em defesa da dignidade da pessoa desde o primeiro instante de vida até ao seu último momento, a morte natural.

22/06/2013 – Grande Concerto de Música Clássica
Na Praça São Pedro em Roma acontece o Grande Concerto de música clássica por ocasião do Ano da Fé.

04/07/2013 a 07/07/2013 – Dia Dos Seminaristas, Noviços, Noviças e de Todos os que estão no Caminho Vocacional
Em Roma o encontro de jovens, homens e mulheres, provenientes de todos os continentes, que estão a responder ao chamamento vocacional, será a ocasião para celebrar e testemunhar com alegria o grande valor do serviço na Igreja pela Nova Evangelização. Haverá a peregrinação ao túmulo de Pedro, com o tema “Acredito em Ti". Durante esta peregrinação serão oferecidas várias oportunidades para professar, celebrar e testemunhar a fé, todos aqueles que nela participarem poderão aprofundar a sua relação pessoal com Jesus Cristo e serão testemunhas, uns para os outros e para todo o mundo, da grande alegria que vem do abandonar-se “nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus” (Porta Fidei, 7).

23/07/2013 a 28/07/2013 – Jornada Mundial da Juventude
No Rio de Janeiro, jovens do Brasil e de todo mundo se reunirão para um encontro de fé, esperança e unidade.

28/09/2013 – Dia do Catequista
Em Roma, o encontro será a ocasião dada aos catequistas para viverem a Peregrinação ao Túmulo do Apóstolo Pedro, no sábado 28 de Setembro, e para serem confirmados na fé do sucessor de Pedro, no domingo 29 de Setembro, na Santa Missa na Praça de São Pedro. Nos dias anteriores, de 26 a 28 de Setembro, acontecerá o Congresso internacional de catequistas dirigido aos Bispos Presidentes das Comissões Episcopais responsáveis pela Catequese e Evangelização, aos Responsáveis Nacionais dos Serviços de Catequese das Conferências Episcopais, aos Responsáveis Diocesanos da Catequese e a um representante leigo dos Catequistas das dioceses.

12/10/2013 – 13/10/2013 – Dia Mariano
Na Praça São Pedro em Roma, acontecerá a celebração de um Dia mariano com a presença de todas as Associações marianas.

26/10/2013 – Dia da Família
Na Praça São Pedro em Roma, será celebrado o Dia da Família.

16/11/2013 – Concerto Conclusivo do Ano da Fé
Na Praça São Pedro em Roma, um concerto conclusivo do Ano da Fé acontecerá na Sala Paulo VI.

24/11/2013 – Celebração Conclusiva do Ano da Fé
Na Praça São Pedro em Roma, uma celebração fecha o calendário do Ano da Fé.


16 de fevereiro de 2013

Mudança de local da Missa de Abertura do Ano da Fé

Confirmado: Em virtude do tempo chuvoso que temos na cidade, a Missa de Abertura do Ano da Fé foi transferida da Praça Cleômenes Falcão para a Comunidade Porta Aberta, às 19:30h. 

8 de fevereiro de 2013

Entenda o significado da oração do Pai Nosso

No Evangelho de Mateus, Jesus ensina: “... o vosso Pai sabe do que precisais, antes de vós o pedirdes. Vós, portanto, orai assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome...” (Mt 6,8-9). Dessa forma, Cristo ensina a principal oração dos cristãos, que os acompanha desde os primórdios da fé.

O Catecismo da Igreja Católica classifica a oração do Pai Nosso como a oração que está no centro das Escrituras, “a Oração do Senhor” e a oração da Igreja. E, Santo Agostinho explica que todas as orações da Bíblia, inclusive os Salmos, se convergem nos pedidos do Pai-Nosso. “Percorrei todas as orações que se encontram nas Escrituras, e eu não creio que possais encontrar nelas algo que não esteja incluído na oração do Senhor (Pai Nosso)”.

A importância dessa oração está vinculada, antes de tudo, ao fato de ter sido ensinada pelo próprio Cristo aos apóstolos e transmitida aos cristãos de hoje por meio da Sagrada Escritura e da Tradição. O Catecismo diz que ela deve ser tida como principal modelo de oração cristã, com a qual se inicia todas as demais orações. Todavia, não deve ser recitada como uma fórmula repetida “maquinalmente”.

De acordo com padre Alessandro Henrique das Chagas, pároco da Paróquia de Santa Cecília, em Cruzeiro (SP), a oração do Pai Nosso é fundamental porque contém tudo aquilo que é essencial para a vida humana.
“O Pai Nosso tem sete pedidos incluídos em si. Esse número na Sagrada Escritura significa a plenitude, plenitude de tudo aquilo que o homem precisa. Então, ela é fundamental porque o que está contido no Pai Nosso é aquilo que nós precisamos para nossa vida de cristãos, para a experiência da nossa fé em Deus”, explicou.

O sacerdote também ressalta que esta oração traduz a centralidade da pregação de Jesus: revelar o rosto paternal de Deus. "Jesus Cristo traz a identidade de Deus, Ele mostra que Deus é Pai, tanto que, a primeira palavra que Ele usa ao ensinar os discípulos a rezar é 'Pai'; Cristo os ensina a chamarem Deus de Pai."
Segundo padre Alessandro, aqueles que rezam esta oração recordam a sua filiação a Deus Pai, concedida aos homens por meio de Jesus Cristo. Na explicação do sacerdote, em Jesus todos são filhos e filhas, e para Deus é uma alegria ser chamado de Pai. "Deus se alegra em ter-nos como filhos", afirmou.

No Ano da Fé, a Igreja convida os católicos a aprofundarem o seu conhecimento sobre a fé. Veja abaixo, na tabela, os significados de cada expressão rezada na oração do Pai Nosso e conheça um pouco sobre as explicações que o Catecismo Jovem (YouCat) traz sobre esta oração. 

Pai Nosso, que estais nos Céus,

O Céu está onde Deus está. O Céu não corresponde a um lugar, mas designa a presença de Deus, que não está preso ao espaço ou ao tempo.
santificado seja o Vosso Nome,Santificar o nome de Deus significa colocá-LO acima de tudo.
venha a nós o Vosso Reino,Quando rezamos “Venha a nós o vosso Reino” pedimos que Cristo retorne, tal como prometeu, e que o império de Deus, que já irrompeu entre nós, se imponha definitivamente.
seja feita a Vossa Vontade,
assim na Terra como no Céu!
Quando oramos para que a vontade de Deus se imponha universalmente, pedimos que aconteça na Terra e no nosso próprio coração o que já acontece no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,Pedir o pão para o nosso dia a dia torna-nos pessoas que esperam da bondade do seu Pai do Céu tudo o que é necessário, tanto os bens materiais como os espirituais.
perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido,O perdão misericordioso que damos aos outros é inseparável daquele que nós próprios procuramos.
e não nos deixeis cair em tentação,Porque corremos a cada dia e a cada momento o risco de negarmos a Deus e de pecarmos, pedimos a Deus que não nos deixe indefesos na violência da tentação.
mas livrai-nos do Mal.O “mal” no Pai Nosso não se refere a uma força ou uma energia espiritual negativa, mas ao mal em pessoa, que a Sagrada Escritura conhece pelos nomes de Tentador, Maligno, Pai da mentira, Satanás e Diabo.
Amém!Desde os tempos mais remotos, os judeus e os cristãos concluem as suas orações com “Amém”, que significa “Sim, assim seja!”
Fonte: Notícias Canção Nova

5 de fevereiro de 2013

Exposição sobre São Pedro destaca caráter cultural da fé

A Santa Sé apresentou em uma coletiva de imprensa nesta manhã, a exposição “O Caminho de Pedro”, dedicada ao apóstolo. A mostra que faz parte das celebrações do Ano da fé, será inaugurada nesta quarta-feira, 6, no Museu Nacional de Castel Sant’Angelo, em Roma.

O arcebispo Dom Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, explicou durante a coletiva que essa é a primeira de um conjunto de “manifestações artísticas” que pretendem acentuar “o caráter cultural da fé”.

“Esta mostra é um caminho para crescer na fé, mas é também uma provocação” para “perceber a exigência de crer como resposta ao pedido de sentido que a vida coloca”, disse o arcebispo.

Dom Fisichella, destacou que perante as obras de arte, “crentes e não crentes têm reações diferentes mas a beleza que se expressa chama uns e outros à escuta de uma mensagem que pode ser recebida no silêncio da contemplação”.

A exposição, que poderá ser vista até o dia 1º de maio, contém 36 peças do século IV ao século XX, provenientes de nove países europeus e se dividem em oito “momentos”: “Encontro”, “Espanto”, “Resistência”, “Crise e Renascimento”, “Abandono em Deus”, “Fraternidade”, “Missão” e “Semelhança”, adianta a Sala de Imprensa da Santa Sé.

A Igreja pecadora e santa se renova - Reflexão sobre o Ano da Fé

O Ano da Fé tem como objetivo alcançar uma profunda renovação da fé cristã, em cada batizado e também na Igreja toda. Essa renovação se faz necessária diante do “grande deserto no coração de multidões” que mesmo batizados, se dizem ateus, ou dizem crer, mas na verdade vivem como se Deus não existisse, ou como se Ele fosse desnecessário, diante de todos os progressos na humanidade.

O propósito de renovação da fé é de levar de volta para Deus, para uma comunhão com Deus em Jesus Cristo, para uma vida de fé que ilumina e consolida uma vigorosa vida cristã, todos os batizados na Igreja Católica.

A Igreja, povo de Deus, é formada por santos e pecadores. Os batizados “santos”, pelo seu testemunho devem ajudar os pecadores a se converterem, a voltarem para a comunhão com Deus e a viver uma vida cristã santa. Os batizados “pecadores” são chamados a renovar a sua fé, a voltarem para Jesus Cristo, para serem perdoados, libertados, curados e santificados. Também essa realidade é desejada pelo Ano da Fé.

O Papa Bento XVI escreveu, a esse respeito: “ A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O próprio Concílio, afirma: "Enquanto Cristo “santo, inocente, imaculado” (Heb 7, 26), não conheceu o pecado (cf. 2 Cor 5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (Heb 2, 17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação.

A Igreja “prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus”, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (1 Cor 11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz".

Vale a pena reler estas afirmações do Papa. Para criar uma ideia sadia da realidade da Igreja santa e pecadora.

4 de fevereiro de 2013

Bispo propõe estudo dirigido e tira dúvidas sobre o Catecismo

Dom Julio Endi Akamin
Estudar o Catecismo da Igreja Católica é um dos principais convites que o Ano da Fé, proclamado pelo Papa Bento XVI em outubro do ano passado, faz aos católicos. Além das iniciativas promovidas pelas paróquias, comunidades eclesiais e movimentos, há ainda a alternativa de se conhecer melhor a fé utilizando os meios virtuais.

Na tentativa de oferecer aos fiéis um reforço nos estudos da doutrina católica, o bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Dom Julio Endi Akamine, elaborou um estudo dirigido sobre Catecismo da Igreja como forma de incentivo aos católicos da Arquidiocese de São Paulo e demais interessados.

Dom Julio explica que a idéia sobre o estudo surgiu em uma reunião dos bispos da arquidiocese, a partir da necessidade que os fiéis têm de compreender a fé católica para, então, se posicionarem ante as realidades do mundo contemporâneo.

“Se no passado, o incrédulo e o ateu eram vistos com estranheza e deviam, a todo o momento, se justificar perante a maioria, atualmente são os cristãos e os católicos que devem “se explicar”: por que cremos, em que nós cremos? Tal exigência não é necessariamente negativa. Pelo contrário, nos obriga a um conhecimento mais profundo dos conteúdos de nossa fé, a uma entrega mais confiante a Deus Trindade, a uma vida mais coerente com aquilo que professamos. Em poucas palavras, obriga-nos a ter mais fé”, explicou o bispo.

A metodologia utilizada na formulação do estudo foi a seguinte: a primeira parte do Catecismo (parágrafos 26-1065) seria estudada em aproximadamente 60 etapas. Sendo estabelecido que o esquema do subsídio seria em três partes - 1. Introdução; 2. Texto do Catecismo; 3. Comentário de orientação.

Mas, Dom Julio ressalta que o objetivo principal não é o estudo dos comentários, mas sim dos textos próprios do Catecismo. Isso por que "quanto mais o estudamos mais riqueza podemos tirar dele, mais temas podem ser aprofundados, mais desenvolvimentos são abertos. O Catecismo não interrompe a reflexão, antes o incentiva fornecendo as bases seguras da fé da Igreja”, afirmou.

As vantagens do estudo dirigido do Catecismo

Segundo Dom Julio, o subsídio serve como um mapa que normalmente pode ser consultado para fazer uma viagem rumo a um novo lugar. "Evidentemente, o mapa não substitui a viagem: de nada adiantaria ter um excelente mapa, cheio de informações precisas, de ilustrações e de detalhes minuciosos, se você não se decidir a empreendê-la". 

Logo, a viagem a ser feita é o estudo pessoal do Catecismo e o mapa são a "introdução" e a "revisão dos temas", disse o bispo. Para ele, as vantagens do estudo dirigido se resumem na organização do conteúdo em unidades menores, no contato direto com o texto e na proposta de aprofundamentos posteriores.

Dicas práticas

Dom Julio apontou algumas dicas àqueles que desejam fazer uso deste material no processo de estudo da Fé.

Por primeiro, o bispo indica, antes de tudo, um contato direto com o livro do Catecismo da Igreja Católica e utilizar o estudo dirigido como complemento. “Acho que cada um deve se preocupar primeiramente em ter contato direto com o Catecismo. Se os comentários ajudarem a um contato mais frutuoso fico contente, mas se os comentários só atrapalham ignore-os e fique com o Catecismo.”

Para eventuais dúvidas, a sugestão de Dom Julio é buscar auxílio de pessoas mais adiantadas no estudo da doutrina, como um sacerdote, por exemplo. Como outro recurso, o bispo sugere que as dúvidas ocorridas sejam enviadas para sua conta no Facebook que servirá de fórum virtual para discussão e diálogo.

Outra dica fundamental é a perseverança. “Mesmo que nem tudo seja claro, não desanime: muitas coisas precisamos guardar no coração para meditá-las. Mas chegará o momento da graça em que uma inteligência mais profunda nos é dada. A síntese não é resultado da dedução nem da indução, mas da intuição. A intuição não é, porém, algo gratuito e fortuito; ela amadurece com o esforço e a perseverança.”

Ao estudar o Catecismo, explica Dom Julio, temos que nos dar conta que estamos diante do mistério. “Por isso, além do esforço intelectual, do debate, da discussão, é preciso também silêncio e oração.”

O Papa Bento XVI indulgenciou o ato de estudar o Catecismo da Igreja Católica durante o Ano da Fé. Para obter a indulgência, o fiel, além de estudar o catecismo, deve receber o Sacramento da Reconciliação (confissão), comungar e rezar pelo Santo Padre.

31 de janeiro de 2013

Preparativos para Abertura do Ano da Fé na Paróquia

O Ano da Fé foi aberto em 11.10.2012. Na Paróquia de Sant'Ana, acontecerá dia 16.02.2013
Dentre as celebrações realizadas em nossa Paróquia, com certeza uma marcará profundamente o nosso povo: a de Abertura do Ano da Fé, programada para acontecer dia 16 de fevereiro, na Praça Cleômenes Falcão, às 19:30h.

A grandiosa cerimônia cujo tema será “Esta é a vitória que venceu o mundo: a nossa fé (1Jo 5,4)”, deverá contar com a participação de nossos sacerdotes e pré-diáconos, além de fiéis de todas as comunidades da sede e zona rural. Padre Cláudio, juntamente com uma competente equipe está cuidando de todos os preparativos. O religioso já reuniu-se previamente com a equipe e enviou para as principais lideranças as atividades que serão realizadas por grupos, pastorais, movimentos e/ou comunidades. 

Assuntos como a Campanha da Fraternidade 2013 e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) deverão ser lembrados. Nesse sentido, os jovens terão papel fundamental nessa celebração - catequistas, acólitos, músicos, entre outros. Vale ressaltar que a última experiência celebrativa em praça pública foi voltada para os jovens, chamou a atenção e motivou esta que será maior ainda.

A expectativa é que esse grande encontro de fé reúna centenas de fiéis. Para isso é necessário uma ampla divulgação, além do convite pessoa a pessoa, que deverá ser feito por todos aqueles que têm fé e muito mais importante que ter: coloque à serviço, fazendo com que outros também possam experimentá-la. 

Abertura do Ano da Fé na Igreja mundial, no Brasil e na Diocese de Bacabal
  
Abertura do Ano da Fé na Diocese de Bacabal. Foto: Frei Lucas, OFM
Proclamado pelo Papa Bento XVI, o Ano da Fé tem como proposta ser um tempo de reflexão para que os fiéis católicos de todo o mundo possam redescobrir os valores da sua fé. 

A cerimônia de abertura para a Igreja do mundo inteiro aconteceu no Vaticano, no dia 11 de outubro de 2012. No dia em que também se comemoram os 50 anos do início do Concílio Vaticano II, o Papa presidiu a celebração eucarística com a participação de 400 concelebrantes. Entre eles, estavam alguns brasileiros, como o cardeal arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis, que também é presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. 

No Brasil, foi aberto durante a Solenidade de Nossa Senhora Aparecida no Santuário Nacional no dia 12/10/2012, durante a missa das 10h. Na Missa Solene, o reitor do Santuário Nacional, Pe. Darci Nicioli, leu a mensagem especial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) assinada pelo Cardeal Raymundo Damasceno Assis.

À nível diocesano, a cerimônia de abertura aconteceu na Catedral Diocesana de Santa Terezinha, no dia 10/11/2012. Nesse período a Igreja Particular de Bacabal estava em Assembléia, realizada no CEFRAM de 09-11/11. Aproveitou-se a oportunidade de ter-se representantes de todo o território diocesano, entre padres, religiosos(as), leigos(as) e representantes de paróquias e pastorais. Na ocasião, Dom Armando concedeu também indulgências plenárias, uma oportunidade para que se viva esse período de graças  (Clique aqui para ver as condições necessárias para recebê-las).

O Ano da Fé termina em 24 de novembro de 2013. 

30 de janeiro de 2013

Crer que Deus é Pai é um ato de fé e conversão, diz Bento XVI

O Papa Bento XVI prosseguiu nesta quarta-feira, 30, as reflexões sobre o “Credo” – profissão da fé católica, como tem feito desde a semana passada, quando falou sobre “Eu creio em Deus”.

Nesta segunda reflexão, o Santo Padre concentrou os ensinamentos em torno da primeira definição de Deus que o Credo apresenta: Ele é Pai. Bento XVI ressaltou que quando a paternidade de Deus é professada, deposita-se a  fé no poder do seu amor que no seu Filho morto e ressuscitado derrota o ódio, o mal, o pecado e abre a vida eterna aos que creem.

“Dizer ‘Eu creio em Deus Pai onipotente’, no seu poder, no seu modo de ser Pai, é sempre um ato de fé, de conversão, de transformação do nosso pensamento, de todo o nosso afeto, de todo o nosso modo de viver”, explicou o Pontífice.

O Papa disse que o reconhecimento de Deus como Pai é uma tarefa dificultada pelo estilo de vida ocorrente principalmente no mundo ocidental.

Segundo Bento XVI, a vida familiar passa por diversas intervenções como os compromissos de trabalho mais exigentes, as preocupações, a dificuldade de enquadrar as contas familiares e a invasão dos meios de comunicação de massa na vida cotidiana.

Com isso as referências de paternidade acabam ficando prejudicadas, diz o Papa. “Para quem teve a experiência de um pai demasiado autoritário e inflexível, ou indiferente e pouco afetuoso, ou até mesmo ausente, não é fácil pensar com serenidade em Deus como Pai e abandonar-se a Ele com confiança”.

No entanto, o Santo Padre acredita que nos Evangelhos, a figura de Deus como Pai é construída, especialmente no Mistério Pascal de Cristo Jesus. O Papa citou alguns exemplos bíblicos que reforçam a imagem amorosa e paterna de Deus. A partir deles, é possível afirmar: “Deus é um Pai que não abandona nunca os seus filhos, um Pai amoroso que sustenta, ajuda, acolhe, perdoa, salva, com uma fidelidade que supera imensamente a dos homens, para abrir-se a uma dimensão da eternidade.”

O Papa ressaltou que é necessário entender que o pensamento de Deus é diferente do pensamento humano. Suas vias diferentes e sua onipotência são diferente: não se exprime como força automática ou arbitrária, mas é marcada por uma liberdade amorosa e paterna.

Ao concluir a reflexão, o Santo Padre rezou pedindo a Deus que conceda a todos a graça do dom da filiação, “para viver em plenitude a realidade do Credo, no abandono confiante ao amor do Pai e à sua misericordiosa onipotência que é a verdadeira onipotência e salvação.”

29 de janeiro de 2013

Deus está sempre presente, na alegria e no luto

Prosseguido nossa reflexão sobre este Ano da Fé, hoje vamos falar do contexto que inspirou Bento XVI a convocá-lo. Poderíamos identificar duas motivações basilares: a primeira delas é o retorno às raízes do nosso crer, o retorno a Cristo.

Quando afirmamos que cremos em Deus abrimos o nosso horizonte ao mundo infinito da relação com o Senhor e com o seu mistério. Acreditar em Deus implica adesão a Ele, acolhimento da sua Palavra. Como ensina o Catecismo da Igreja Católica, "a fé é um ato pessoal, uma resposta livre do homem à proposta de Deus que se revela" (n. 166). Portanto, poder dizer que se crê em Deus é um dom — Deus revela-se, vem ao nosso encontro — e, ao mesmo tempo um compromisso, é graça divina e responsabilidade humana, numa experiência de diálogo com Deus.

Essa adesão ao Senhor não deve acontecer apenas nos momentos de dificuldade, do luto, da dor, nem mesmo por alguns momentos do dia ou da semana. Crer significa fundar sobre Cristo a minha própria vida, deixar que a sua Palavra a oriente todos os dias, nas escolhas concretas, sem medo de perder algo de mim mesmo.

É minha existência pessoal que deve passar por uma transformação mediante o dom da fé; é a minha existência que deve mudar, converter-se. Esse regresso que poderíamos dizer cotidiano às raízes da nossa fé nos leva ao segundo motivo pelo qual Bento XVI decidiu convocar este Ano que estamos vivendo.

A fé torna-nos peregrinos na terra, inseridos no mundo e na história, mas a caminho da pátria celestial. Portanto, crer em Deus torna-nos portadores de valores que muitas vezes não coincidem com a moda, nem com a opinião do momento, exige que adotemos critérios e assumamos comportamentos que não pertencem ao modo de pensar comum.

O cristão não deve ter medo de ir «contra-corrente» para viver a sua fé. Em muitas sociedades, Deus tornou-se o «grande ausente» e, portanto, estamos assistindo a um declínio da fé. No lugar de Deus, muitos ídolos se sobressaem, principalmente a posse e a autonomia do ser.

Os constantes progressos da técnica suscitaram no homem uma ilusão de onipotência e de autossuficiência, e um egocentrismo crescente criou desequilíbrios no contexto das relações interpessoais e dos comportamentos sociais.

26 de janeiro de 2013

Por que não se fala da Eucaristia no Credo?

As razões são principalmente de natureza histórica, mas dizem respeito também à própria finalidade da liturgia. Do ponto de vista histórico, o Credo como o conhecemos, foi desenhado primeiro nos Concílios de Nicéia (325) e de Constantinopla (381), embora em sua forma elaborada aparece pela primeira vez nos atos do Concílio de Calcedônia (451) .

Este Credo estava provavelmente baseado numa profissão de fé batismal e continha todos os elementos essenciais da fé da Igreja.

Ele era principalmente uma resposta a Ário e às outras heresias, e defendia a doutrina da Trindade e da verdadeira e plena divindade e humanidade de Cristo. Nunca foi concebido como uma exposição exaustiva de cada aspecto da fé.

Uma vez que era necessário defender os fundamentos da fé, questões como a natureza da Eucaristia simplesmente não apareceram no horizonte teológico até vários séculos depois.

Além disso, durante este primeiro período, a plenitude da doutrina eucarística era muitas vezes explicada só depois do batismo, ou seja, só depois de que o novo cristão tinha recitado em público o Credo. A prática de recitar o Credo na Missa é atribuída à Timóteo, Patriarca de Constantinopla (511-517), uma iniciativa que foi copiada por outras Igrejas sob influência bizantina, incluindo a parte da Espanha, que estava então sob o domínio de Bizâncio.

Por volta do ano 568, o imperador bizantino Justiniano ordenou que o Credo fosse recitado em cada Missa celebrada nos seus domínios. Vinte anos depois, em 589, o rei visigodo da Espanha, Recaredo, renunciou à heresia ariana em favor do catolicismo e, por sua vez ordenou que o Credo fosse proclamado em cada Missa.
Cerca de dois séculos mais tarde, reencontramos a prática de recitar o Credo na França e de lá o costume foi se espalhando lentamente em outras partes do Norte da Europa. Por fim, quando no ano de 1114 Henrique II veio à Roma para ser coroado imperador do Sacro Império Romano, ficou surpreso de que lá o Credo não fosse recitado. Responderam-lhe dizendo que Roma nunca tinha cometido um erro em matéria de doutrina, e que por isso não era necessário para os romanos proclamar o Credo durante a Missa. No entanto, foi incluído na liturgia em honra do imperador e, desde então, embora não em todas as missas, mas apenas aos domingos e em algumas festividades.

Os cristãos do Oriente e do Ocidente usam o mesmo Credo, com excessão da expressão Filioque (e o Filho), que a versão latina adiciona como uma referência da procissão do Espírito Santo, uma adição que deu origem a intermináveis e complicadíssimas discussões teológicas.

Apesar desta diferença, há um consenso entre todos os cristãos de que o Credo deveria permanecer assim como está e que nem o Credo, nem muito menos a mesma Missa, seja um lugar apto para dar expressão técnica a cada princípio da fé. Em outro nível, no entanto, toda a Missa em si é uma profissão de fé. É a fé viva celebrada e anunciada num grande e sublime ato de culto que é transformada numa fé que permeia cada aspecto da atividade diária.

Mesmo se não é explicitamente mencionada a presença real no Credo, os católicos proclamam a sua fé eucarística com quase cada palavra e gesto da Missa e, de modo particular, com o seu Amém no final da oração eucarística e quando recebem a Comunhão.

De forma semelhante expressam liturgicamente a sua fé em outros dogmas não contemplados no Credo. Ir à missa na Festa da Imaculada Conceição e da Assunção, proclama também a nossa fé nestas doutrinas.
Confessar ou receber o sacramento da unção dos enfermos confirmam a nossa confiança no próprio sistema sacramental e a nossa fé de que Cristo concedeu à Igreja o poder de perdoar os pecados.

Em suma, todo ato de culto litúrgico é, pela sua mesma natureza, também uma proclamação de fé.

23 de janeiro de 2013

Comunicadores católicos podem colaborar com projeto do Vaticano

Durante este Ano da Fé, o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, órgão do Vaticano, está animando um novo projeto que inclui todos os comunicadores católicos do mundo.

Trata-se do portal www.intermirifica.net – uma plataforma que reúne os contatos das entidades de comunicação filiadas à Igreja Católica e que facilita o intercâmbio e o contato entre seus colaboradores. Intermirifica.net é um “wiki”; deste modo, os comunicadores católicos de todo o mundo podem criar um usuário, atualizar a página e cadastrar novas informações.

A iniciativa coincide com o 50° aniversário do documento conciliar “Intermirifica”, o primeiro e único do Concílio Vaticano II dedicado à Comunicação.

O que significa dizer "Eu creio em Deus"? Papa explica na catequese

Na catequese desta quarta-feira, 23, o Papa Bento XVI começou uma reflexão sobre o Credo, a profissão de fé, dando continuidade ao ciclo de catequeses dedicadas ao Ano da Fé. Enfatizando o exemplo de Abraão, que aceitou plenamente o chamado de Deus, Bento XVI explicou especificamente o significado da expressão “Eu creio em Deus", que inicia a oração cristã.

Essa afirmação, “Eu creio em Deus” é, segundo o Papa, fundamental, e embora aparentemente simples, abre ao infinito mundo do relacionamento com o Senhor e com o seu mistério. “Crer em Deus implica adesão a Ele, acolhimento da sua Palavra e obediência alegre à sua revelação”.

E para escutar o que Deus tem a dizer ao ser humano, Bento XVI indicou a Sagrada Escritura. Ele lembrou que toda a Bíblia fala de fé e ensina a fé narrando a história em que Deus se faz próximo do homem através de tantas figuras de pessoas que acreditam Nele e confiam Nele. Uma dessas pessoas é Abraão.

“E é propriamente sobre Abraão que gostaria de concentrar-me e concentrar a nossa atenção, porque é ele a primeira grande figura de referência para falar de fé em Deus: Abraão o grande patriarca, modelo exemplar, pai de todos os crentes (cfr Rm 4, 11-12)”

E o fato de Abraão ter tido uma fé inabalável, ao continuar aceitando a vontade de Deus mesmo quando os caminhos lhe pareciam misteriosos, tem um significado especial para todos os crentes. Conforme explicou o Santo Padre, quando se diz “Eu creio em Deus”, está-se dizendo da mesma forma que disse Abraão, que confiou em Deus.

“Dizer 'Eu creio em Deus' significa fundar sobre Ele a minha vida, deixar que a sua Palavra a oriente a cada dia, nas escolhas concretas, sem medo de perder algo de mim mesmo”, enfatizou o Pontífice.

Por fim, o Santo Padre destacou que a crença em Deus leva a uma contínua saída de si mesmo, da mesma forma que o fez Abraão, para levar à vida diária a certeza que vem da fé: “a certeza, isso é, da presença de Deus na história, também hoje; uma presença que leva vida e salvação, e nos abre a um futuro com Ele para uma plenitude de vida que não conhecerá nunca o pôr do sol”.

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